ABRAÇA-ME MUITO FORTE - Capítulo 5 (Final)


Passado um mês

 

Cristina estava atenta a todos os passos de Frederico, a absolutamente tudo. Frederico por sua vez tentava a todo instante provar a Cristina o quanto estava arrependido, de modo algum havia mudado sua natureza e muito menos controlado seus extintos de macho. Era o mesmo homem despiedado, cruel, sem escrúpulos, continuava com suas apostas e com suas amantes, pagava mulheres para satisfazer seus desejos, só havia terminado de vez seu caso com Débora e Raquel, tratava Cristina e os demais de outra forma, mais com pessoas inferiores, empregados da fazenda era rígido, exigente.  Cristina era cautelosa em tudo que fazia, ninguém sabia que ela havia recuperado a visão, até agora.

Se encontravam todos na sala de jantar tomando o café da manhã.

F: Irei ao povoado resolver alguns assuntos, gostaria de ir comigo Cristina?

C: Não obrigada.

F: Quer que eu traga alguma coisa então?

C: Não, não preciso de nada que venha de você Frederico ( se levanta e sai)

F: D. Consuelo, M. do Carmo querem alguma coisa?

Co: Não obrigada Frederico.

MC: Não seu Frederico.

F: Então com licença.

MC: Vou ver minha madrinha.

Co: Não M. do Carmo, preciso falar com Cristina a sós.

 

No quarto de Cristina

 

Co: Até quando pretendia esconder de mim?

C: Não sei o que está dizendo mamãe?

Co: Já vinha desconfiando a muito tempo, e hoje pela forma que saiu da mesa comprovei, você não está cega, não está!

C:  Você tem razão mamãe(olhando dentro dos olhos de Consuelo) não estou cega.

Co: Porque escondeu isso de mim.

C: Não queria que ninguém soubesse, principalmente Frederico.

Co: E porque isso? 

C: Quero saber se realmente mudou, quais são as verdadeiras intenções de Frederico, poderei vigiá-lo sem que perceba.

Co: Frederico se sentiu muito mal por sua operação não ter dado certo.

C: Mais isso é pouco, Frederico me jurou muitas vezes que iria mudar, como posso ter certeza de que agora é verdade.

Co: Filha...

C: Mamãe preciso te confessar uma coisa.

Co: O que?

C: Alguns dias antes de me operar, Frederico e eu tivemos relações.

Co: Não, aquele canalha, maldito.

C: Não mamãe! Frederico não me obrigou, não consigo entender como pude me deixar levar, me entregar a  um homem que tanto mal me fez, me senti estranha, confusa, não correspondi completamente a ele, mais também não impede que fizesse.

Co: Filha me responda, se comprovar que realmente Frederico mudou, o que pensa em fazer dar uma nova chance a ele?

C: Sinceramente não sei mamãe, temo confiar e tudo voltar o que era antes.

Co: te entendo filha, e pode contar comigo para o que precisar, prometo não contar nada a ninguém.

C: Obrigada mamãe.

 

Três meses depois

 

Co: Filha tem certeza que não quer ir?

C: Não mamãe, vá e divirta-se.

MC: Madrinha você tinha que vir com a gente.

C: Não filha, prefiro ficar, amanhã você me conta como foi.

MC: Tá madrinha, mais não vai ter a mesma graça sem você.

F: Bom vamos, amanhã a tarde estaremos de volta.

MC: Tchau madrinha.

Co: Fica com Deus filha.

 

 

Todos havia saído para uma festa que teria em Villahermosa, apenas Cristina ficou na fazenda acompanhada de Candelaria.

 

Horas mais tarde

Co: O que você tem Frederico?

F:  Me preocupa a ideia de Cristina está na fazenda sozinha.

Co: E porque você não volta.

F:  Tem razão, avise a Carlos Manuel e peça que José Maria as leve de volta amanhã.

Co: Não se preocupe.

 

Eram  23:00 hs quando Frederico chegou a fazenda, logo se direcionou ao quarto de Cristina, a mesma estava sentada na cama um pouco pensativa, logo vê Frederico entrando no quarto cautelosamente.

C: (acende a luza do abajur) O que faz aqui Frederico?

F: Cristina, como sabia que era eu?(acendendo a luz do quarto)

C: Eh... seu perfume é inconfundível.  Mais me diga o que faz aqui, não devia está em Villahermosa?

F: Fiquei preocupado com você por isso decidi voltar(sentando na cama)

C: Onde estão os outros?

F: Ficaram, voltei sozinho.

C: Não devia ter voltado, estou bem, não preciso de você.

F: Cristina até quando vai me tratar assim, já não sei o que fazer para demonstrar como estou arrependido, sei que nada do que eu fizer será o suficiente e também que jamais poderá esquecer.

C: Tem toda razão, por mais que eu tente não posso esquecer tudo que passei ao seu lado, não é fácil apagar tudo que vivi durante todos esses anos. (levantando-se)

F: Cristina meu amor, eu sei...(levanta e se aproxima)

C: Acha que posso esquecer aquele maldito acidente que me deixou cega e que tirou a vida do meu filho, esquecer as humilhações, as agressões, as noites ao qual você chegava bêbado e abusava de mim, quantas vezes te pedia, implorava, mais você tomado pelo álcool só queria saciar seus desejos. Não se importava nenhum minuto com o que eu poderia estar sentindo(secando as lágrimas)

F: Cristina, eu sou culpado, o álcool me dominava eu não sabia o que fazia.

C: Não tente justificar sua covardia no álcool, sim todas as vezes que me violentou estava bêbado, mais quando dirigiu aquela caminhonete, quando matou Diego, quando outras vezes tentou me matar não estava, tinha plena consciência do que estava fazendo.

F: Já chega! (começa a chorar) Sou um maldito desgraçado, um covarde que nunca soube ganhar seu amor, nunca soube conquistá-la. Mais estou arrependido mesmo que não acredite.

C: Porque, porque me causou tanto dano! (golpeando-o) o que eu te fiz, me diga porque! Eu devia te odiar, desgraçado!(golpeando-o)

F: Cristina por favor! (deixando que ela despejasse toda sua raiva)

C: Eu não devia, talvez esteja cometendo mais um erro, mais acredito, acredito em você Frederico.

F: Cristina (se aproximando) acredite, mudei, mudei por amor a você.

C: Amor ou doença, não sei se confio nesse sentimento que diz sentir por mim. Mais não posso negar os seus esforços, você me provou que posso confiar em você, mais não me decepcione.

F: Não Cristina, você não irá se arrepender de me dar essa chance.

C: Quero deixar claro,  confio em você como o homem que zela pelo bem de todos nessa fazenda, não como marido. Quero que vivamos em paz, somente isso e mais nada.

F: Cristina não sei dizer coisas bonitas, a única coisa que posso dizer é que te amo desde a primeira vez que te vi. Por acaso a última vez que estivemos juntos não serviu para demonstrar que você pode confiar em mim completamente?

C: Não quero falar sobre isso.

F: E porque, não podemos negar o que aconteceu, você não pode negar que se entregou a mim Cristina, se entregou a mim por sua própria vontade.

C: Eu estava confusa, eu...

F: Me diga a verdade, o que sentiu naquela noite em que estivemos juntos.

C: senti que as coisas poderiam ter sido diferentes entre nós, tive absoluta certeza de que nunca poderia te amar, mais te respeitaria como meu marido, teria um carinho, um afeto por você. Mais nem isso você conseguiu conquistar.

F: Não vamos falar mais disso, vamos deixar isso no passado. (se aproxima e acaricia o rosto de Cristina) Te amo Cristina, sempre será o amor da minha vida.

Cristina leva as duas mãos ao rosto de Frederico e começa a apalpá-lo.

C: Graças a sua insistência em me operar de novo, hoje posso ver o seu rosto e também pude durante esse tempo observá-lo e ver se realmente tudo que dizia era verdade, se podia confiar em você.

F: O que disse Cristina?

C: Eu posso ver Frederico, posso ver perfeitamente.

Frederico se afasta de Cristina

C: Durante todo este tempo fingir estar cega para poder saber quais eram suas reais intenções.

F: Você pode me ver, Cristina você pode me ver(risos)

C: Posso perfeitamente bem.

Frederico fica eufórico com a noticia, nem sequer sentia raiva por saber que Cristina o enganara esse tempo todo para vigiá-lo, estava feliz.

F: Você não sabe como me alegra a noticia, Cristina, Cristina( a beija)

Frederico beija Cristina e a mesma deixa ser beijada, não poderia amá-lo, mais Cristina não podia negar que já sentia algo de bom por Frederico. Entre beijos e caricias intensas se despem e se unem em um só. Frederico a torna sua e Cristina deixa ser conduzida por ele.

Algumas semanas depois, as coisas mudam entre Cristina e Frederico, viviam em paz, se respeitando como casal. M. do Carmo já sabia a verdade sobre seu nascimento, no começo reagiu mal, mais logo aceitou Cristina como sua mãe. Carlos Manuel também já sabia que Frederico era seu pai, rejeitou o mesmo mais Cristina o aconselhou que perdoasse Frederico e ele o fez.

Dr: Parabéns Cristina você está esperando filho.

F: Isso é certo dr.

Dr: Sem dúvida Cristina está grávida.

C: Obrigada virgenzinha.

F: Meu amor, vamos ter um filho, prometo cuidar bem de vocês.

 

Frederico faz uma festa para dar a todos a grande notícia.

F: Atenção de todos por favor! O motivo dessa festa é para que todos saibam que em breve teremos mais um Rivero. Minha mulher Cristina está esperando um filho meu, vou ser pai.

Todos ficam muito contentes com a noticia.

Co: Parabéns filha!

MC: Mamãe vou ter um irmãozinho!

C: Sim filha vai.

CM: Parabéns tia! Parabéns papai.

C: Obrigada filho.

F: Obrigado filho, estou muito feliz, mais um Rivero.

Todos comemoravam com alegria a chegada de mais um Alvarez de Rivero, mais a mesma não dura muito. Todos os erros e crimes cometidos por Frederico não poderiam ficar impunes, havia alimentado o ódio de muitos que decidiram se vingar.

Ep: Patrão estão te chamando lá fora, disseram que é urgente.

F: De quem se trata?

Ep: Não quiseram dizer, apenas que o senhor saísse

Frederico vai até a varanda que ficava um pouco afastada da casa.

F: Quem está ai? Quem é?

G: Sua hora chegou Frederico Rivero.

Ao virar Frederico recebe dois tiros no peito. Os tiros são ouvidos por todos que estavam na casa.

C: Tiros!

Todos saem correndo. Cristina vê o corpo de Frederico no chão e desesperadamente se aproxima e o apoia em seu colo.

C: Frederico, por favor (chorando) aguente Frederico.

CM: Papai(dando os  primeiros socorros) ele está perdendo muito sangue precisa ser levado para o hospital.

F: Cristina meu amor, não poderei cumprir a promessa de cuidar de você  e do nosso filho.

C: Não diga nada.

CM: Não se esforce papai.

F: Me perdoa por falhar com você, cuide bem do nosso filho e nunca esqueça o quanto te amo.

C: Frederico por favor...

F: Me dê o último beijo.

Cristina lhe dá um selinho

F: Filho...

CM: Sim papai(chorando)

 F: cuide bem da sua tia, do seu irmão e de M. do Carmo. Quero que seja muito feliz.

CM: Sim papai eu cuidarei.

F: Cristina você é e sempre será o grande amor da minha vida(falece)

C: Frederico! Fredericoooooooooo!

 

Alguns meses depois

Co: E como vai chama-lo?

C: Frederico, assim como seu pai, Frederico Alvarez de Rivero.

 

FIM

Escrito por: Mayara Nunes




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3 comentários:

Ruffeti disse...

Ain q lindo!Amei esse final!

Unknown disse...

Espero q tenham gostado...meu forte é surpreender...por isso fiz um final diferente do esperado....besos! Quizas tengamos una proxima

Anônimo disse...

Esse final ficou perfeito parabens...estou chorando ate agora....