Domando a fera - Capítulo 10

Perplexo, Frederico deixou que Cristina o empurrasse para o lado. Ele a olhou, incrédulo. 
Ela saiu da cama. Ajustando o sutiã e sustentando os pedaços do vestido para cobrir- se, correu para fora do quarto. Fugindo, envergonhada, triste e angustiada. Frederico tinha um olhar esquisito que não entendia.
Não tentou impedi- la. Talvez agora que soubesse que era  virgem,  a deixasse em paz.
Mas se era isso que tanto queria, porque se sentia assim? Decepcionada?
No fundo, queria que ele a buscasse e a  tomasse nos braços.
Minutos antes, derreteu- se com as caricias do marido. Negava o desejo para que ele continuasse explorando seu corpo. Queria conhecer todos os segredos da arte de fazer amor. Foi maravilhoso. Então, ela disse que era virgem e Frederico agiu como se não a quisesse mais ou pelo menos foi o que entendeu.
Sentada na cadeira, do lado de fora da casa, observava a luz da lua refletindo nas águas da piscina. Flexionou os joelhos e abraçou a si mesma.
De repente, limpou as lágrimas que teimavam em cair pelo rosto. Não deveria estar chorando pela rejeição de Frederico. Muito menos  ficar  iludida, pensando que  ele viria buscá- la.
Seu marido era um estúpido! Odiava- lhe com todas as forças.
Enquanto isso, Frederico permanecia na mesma posição. Estático! Perplexo! Feliz!
Cristina era virgem!
Virgem!
Isso significava que nenhum outro homem havia possuído sua baixinha dos olhos bonitos. Agora entendia porque vivia fugindo, negando seus desejos.
Sim. Porque ela o desejava. Não havia dúvida. Sentiu todo o corpo dela vibrar com cada toque que havia lhe dado a pouco.
Mas analisando a situação, todo esse tempo agiu como um egoísta. Pensava somente em satisfazer o próprio desejo. Fora exigente e até selvagem. Cristina deveria estar assustada.
Meu Deus!
Ficara igual uma estátua e deixara ela fugir. Tinha que ir atrás de sua esposa.
Deveria estar pensando mil coisas e, com certeza nada bom.
Rapidamente, pulou da cama.
Olhou todos os cômodos da casa.
Vazio. Nada de Cristina.
Saiu para a piscina e lá a encontrou.
De costas para ele, sentada. Parecia tão frágil. Tão inocente. Tão sua.
— Cristina! — chamou.
— O que é, Frederico? Veio rir da minha cara? — ela não o encarou.
Tinha o olhar perdido para o nada.
Frederico percebeu os olhos vermelhos.
Cristina havia chorado. Teve vontade de abraçar- lhe. Mas conteve -se, teria que ir com calma.
— Claro que não! Porque faria isso? —sentou-se do seu lado.
Nunca tinha tido relações com uma virgem. Não sabia como agir. Passou a mão pelo ombro da mulher e massageou com cuidado. Cristina virou o rosto, chorosa.
— Porque... Porque... Você sabe. Na minha idade, isso é quase um palavrão. E agora você vai dizer que não se deita com virgens. Vai zombar de mim... Vai...
Frederico a abraçou e ela enterrou o rosto no peito do marido, agarrando- se a ele.
— Não vou fazer nada disso, meu amor. Não deveria ter vergonha. É o melhor presente que uma esposa pode dar ao marido — beijou- lhe os cabelos, apertando-a mais junto ao corpo.
Cristina levantou o olhar, tímida.
— Então voce  não se importa?
— Claro que não. Sou o homem mais feliz do mundo.
— E porque ficou parado, me olhando com aquela cara?
— Cristina, eu não esperava uma revelação dessa. Tem ideia de como me sinto? Saber que você vai ser só minha. Que serei teu primeiro homem. Eu fiquei espantado! Sem ação! — de repente, ele se afastou um pouquinho para encará- la. — Espera aí, todo aquele discurso que não vamos ter intimidade, que não me deseja, que...
— Está tudo de pé — interrompeu, levantando- se rapidamente, segurando o vestido rasgado contra os seios. Se deu conta que estava quase implorando ao marido que continuasse o que  haviam interrompido no quarto.
Mostrar debilidade diante de um homem não era característica da personalidade de Cristina. — Vá embora, Frederico. Continuo não te desejando. Não te quero.
Frederico levantou e avançou em direção a ela. Cristina recuou uns passos.
— Mentirosa! Você mente muito mal. Conheço o corpo de uma mulher excitada e sei que está louca para se entregar para mim.
— Não é verdade. Quero continuar virgem!!
Federico não conteve o riso.
— Acho que esse teu desejo não vai poder se cumprir.
Bem próximo, puxou- lhe pela cintura. O movimento rápido  fez com que Cristina soltasse o tecido e se apoiasse com as mãos no peito do marido.  Os olhos de Frederico se incendiaram de luxúria.
— Porque? — Cristina perguntou, debilmente.
Bastava um toque, uma palavra, uma caricia e ela derretia- se diante dele.
— Por que você vai entregar sua virgindade a mim, hoje.
— Mas eu não quero — murmurou, baixinho, contra os lábios do esposo.
Porque Frederico não a beijava? Precisava sentir aquela língua gostosa explorando todos os cantos de sua boca.
— Estou vendo... — passou a ponta da língua nos lábios.
Esse pequeno movimento enlouqueceu Cristina.
— Cala boca, seu estúpido e me beija logo antes que me arrependa — apertou as mãos ao redor do seu pescoço.
Frederico sorriu, vitorioso. Sua esposa, pela primeira pedia algo. Reconhecia o fogo que existia entre eles. No entanto, decidiu brincar mais um pouco.
— Agora não quero mais.
Cristina, que  de olhos fechados esperava pelo beijo, arregalou-os, perplexa.
— O que? Imbecil. Estúpido. Larga- me, me solta — fazendo força e socando com os punhos cerrados seus ombros
Com o movimento, Frederico recuou com ela pegada ao corpo e ambos caíram na cadeira. Ela caiu com as pernas abertas no colo do marido.
Estavam numa posição em que Cristina podia sentir muito bem a ereção dele apontando contra seu sexo úmido. Mexeu- se e ambos gemeram.
— Por favor, Cristina, não se mova tanto — pediu, sussurrando contra sua boca. — Vou acabar perdendo o controle...
E perdeu um pouquinho porque tomou os lábios de Cristina num beijo feroz. Ela sentiu a boca sendo esmagada. Mas, afinal era o que queria. Ansiava pelo beijo. Entregou- se ao momento. Estava tão excitada, que não faria mais o joguinho de ficar negando. Iria implorar, se fosse preciso, para que ele a fizesse sua.
Mãos fortes acariciavam suas costas, marcando- lhe com os dedos, firmes. Sentiu uma mão baixar até à coxa enquanto a outra enterrava-se nos cabelos sedosos, sujeitando-a  para que o beijo fosse mais intenso.
— Oh, Frederico! — gemeu seu nome enquanto ele traçava com a boca, um rastro de fogo pelo pescoço até o vale entre os seios que ainda estavam dentro do sutiã. — Aqui não. Não quero que minha primeira vez seja numa cadeira...
Ela tinha razão. Estava tão excitado e desesperado por ela que não havia pensado nisso. Precisava ir com calma.
— Oh, Cristina! Então você quer ser minha? Quer fazer amor comigo? Quer que eu seja o primeiro e o único? — segurando- lhe o rosto com as duas mãos para que ela o encarasse. Queria ouvi- la admitir com todas as letras que o queria.
— Eu quero — sussurrou. — Para que negar se é tão evidente?
Frederico sentiu como seu pênis se  endurecia mais ainda. Cristina não tinha ideia de como essas palavras excitaram- no ao extremo. Fez um esforço tremendo para não deitá- la no chão, arrancar- lhe a roupa e tomar o que ela oferecia.
— Cristina, minha Cristina. Finalmente, domando a fera — sorriu, dando-lhe  um selinho intenso.
Ela bateu- lhe nos ombros, com delicadeza, rindo também.
— Não sou nenhuma fera.
— É sim. A minha fera que morro de vontade de ouvi-la  gemendo meu nome, enquanto penetro seu sexo quente.
— Ohhh... adoro quando fala essas coisas. Fico tão molhada — confessou com voz melosa pelo desejo.
— Quero sentir... — baixou a mão e meteu por dentro do vestido, afastou a calcinha encharcada e acariciou- lhe o sexo. Estava tão úmida, melada.
E quando sentiu o polegar tocar-lhe o clitóris, Cristina não conseguiu evitar um gritinho de desejo. Arqueou-se contra aquele dedo, movendo as nádegas.
— Aaahhh, Frederico. É...  tãaooo...gostooosssooo... Nunca imaginei... que fosse...oohhh...delíciaa... Não para... Ohhh.
Frederico há muito tempo que não estava com uma mulher e ouvir sua esposa gemendo seu nome, louca de desejo, estava se tornando perigoso. Precisava manter o controle.
Mesmo com os protestos de Cristina, retirou a mão e ela gemeu, frustrada.
— Enrosca suas pernas na minha cintura, carinho. Precisamos ir para o quarto.  Agora.
Cristina seguiu as instruções do marido. Com as mãos ao redor do pescoço e  com as pernas em volta daquele corpo forte, foi carregada para dentro da casa.
Cristina não conseguia pensar em mais nada que não fosse se entregar àquela paixão. Naquela postura, sentia-se protegida e amada.
Seu pai estava certo, tinha que deixar um homem cuidá- la. E porque não Frederico? Afinal, era seu marido. Duvidava que ele quisesse somente se aproveitar. Sentia no fundo, do coração que aquele homem  nutria um sentimento por ela, mesmo que fosse só uma  atração física. No momento, isso bastava. Porque também o desejava com desespero e mais  tarde se preocuparia em transformar aquela atração em amor.
Cristina nem percebeu que já estavam no quarto. De repente, bateu- lhe uma insegurança.
— Frederico, talvez seja melhor não... — tentando baixar de seu colo, porém ele não permitiu.
Frederico sentiu a tensão de sua esposa. Sentou-se , com ela ainda no colo, na beirada da cama e afagou-lhe as costas,  suavemente, tranquilizando-a.
— Shhh... Não pense em nada. Só deixe acontecer.
— Mas eu não sei... Não sei o que fazer e se você não gostar? — Cristina replicou com  voz chorosa, fazendo com que Frederico se derretesse ainda mais diante da esposa.
— Oh, minha Cristina. Para fazer amor não precisa ter uma fórmula pronta. Tudo acontece naturalmente. E pode ter certeza que eu já gostei antes mesmo de te provar — sussurrou enquanto tocava seu rosto com carinho.
— Frederico...
— Hummm?? — perdido no pescoço dela, causando fogo em todo seu corpo.
— Vai doer?
Frederico segurou-lhe o rosto com as duas mãos.
— Você confia em mim?
— Não.
— Tem que confiar. Sou seu marido e jamais te faria mal.
Cristina mordeu os lábios.
— Eu confio...
— Vai doer só um pouquinho. Logo passa e você nem vai se dar conta.
— Tem certeza?
Cristina parecia uma criança fazendo inúmeras perguntas.
Frederico sorriu.
Sua mulher era forte, determinada mas também tão ingênua e pura. Seu coração encheu-se de orgulho. Não poderia ter tido melhor esposa.
— Tenho. Quer verificar?
Incapaz de falar, apenas confirmou com um movimento de cabeça.
— Preciso me livrar de suas roupas. Tenho que  te olhar por inteiro. Não aguento mais esperar, amor — ele a beijou na boca, tomando posse do que lhe pertencia.
Com mãos experientes, desabotoou o sutiã. Cristina percebeu o olhar devorador que foi dirigidos aos seios. Rapidamente, os mamilos ergueram-se.  Frederico beliscou aqueles bicos, amassou e esticou com as mãos. Cristina gemia e se arqueava, agarrada aos ombros dele.
— Frederico, chupa meus seios como você fez a pouco ... Ahhh... Por favor..— implorou  com voz rouca de desejo.
— Você gostou? — inclinando-se, porém manteve a boca um pouco afastada daqueles montinhos eretos.
— Ahamm... gostei...  Faz de novo — empinando o seio ao encontro de sua boca.
Não precisou de mais um pedido porque Frederico, finalmente, passou a língua no mamilo e mordiscou-lhe suave e logo tomou por inteiro na boca, degustando, chupando com ânsias, enquanto apertava o outro com a mão.
Todo o corpo de Cristina vibrava de desejo. Inclinou a cabeça para trás, espalhando o perfume de seus cabelos que saía com o movimento, excitando mais ainda a Frederico.
Ele passou ao outro seio, dando as mesmas atenções que ao anterior.
— Delícia! Ohhh... Frederico... Não sei porque passei tanto tempo sem isso se é...  taoo...  bomm...
— Porque estava esperando por mim. E se outro homem te tocasse, eu mataria de novo...
— O quê?? — espantando-se pela forma como ele falou. — Você já matou alguém??
— Não...não...nao!! Quis dizer que seria capaz de matar se outro homem te tocasse que não fosse o teu macho aqui — repreendendo-se, mentalmente, por quase estragar o momento.
— Meu macho?? Isso soa bem...
— Sim. Somente teu e de ninguém mais — levantou, deu a volta e deitou Cristina na cama.
Ela tinha os seios à mostra, o vestido até a cintura, os cabelos espalhados pelo colchão e os olhos faiscando de desejo. Uma deusa do amor!
Era linda demais!
Sexy!
E se Frederico não a fizesse sua logo era capaz de ter um orgasmo em apenas admirá- la. Por isso, sem perder mais tempo, tirou toda a roupa, apressado.
Cristina o observou. Tinha o peito largo, musculoso.
Encantador!
Desceu o olhar até a cintura  e mais embaixo e ao ver aquele membro duro, grande e  grosso, apontando-lhe,  sentiu medo.
— Isso não vai caber em mim!! — ela exclamou, espantada.
Frederico massageou o pênis ereto de cima a baixo com as mãos, devagar.
— Cabe sim. E só fazer carinho no fred jr que ele entra com cuidado, devagar e bem gostoso.
— Fred jr?? — ela sorriu, um pouco mais relaxada.
— Sim.
— Eu só preciso fazer um carinho? E como? — sentando-se na cama.
Ele pegou sua mão e levou até à ereção. Cristina o segurou, sentindo-se atrevida. Deslizou os dedos, suavemente. Então ele se afastou, rapidamente.
Cristina ficou  confusa.
— Chega!! Já  fez carinho suficiente.
— Mas...
Ele a empurrou na cama, deitando-se sobre ela, interrompendo qualquer argumento. Beijou- lhe desesperado e  selvagem. Desceu as mãos pelo corpo da esposa e com alguns malabarismos, tirou o resto do  vestido e a calcinha, deixando-a nua. Com os dedos, certificou-se de que estivesse pronta pra recebê-lo e a encontrou molhadérrima. Posicionou-se na sua abertura, mas sem entrar ainda.
Ela tensou-se novamente.
— Confia em mim. Vou devagar. Relaxa e abre mais as pernas.
Ela concordou com a cabeça, nervosa, abrindo-se para ele.
Frederico entrou, porém somente penetrou a cabeça do pênis.
— Ohhh... Não dói... Não dói nada. É gostooosssooo... Oohh.
Frederico sorriu diante da inocência da esposa. Então pressionou mais um pouco, entrando até a metade.
— Aaaaahh... Dóii... Frederico, está doendo... — enterrou as unhas nas costas do marido, querendo livrar-se daquela dor aguda.
—  Cristina, carinho. Sinto muito, mas vai doer mais um pouquinho porque Fred jr ainda nem entrou por inteiro —  apertando os dentes para não perder o controle.
— Oh Céus! Dói demais....Aaaaahh
— Shihhh... Relaxa os músculos para me receber. Calma, fica calma, amor.
Quando sentiu que ela relaxou  um pouquinho, empurrou seu membro até o fundo, arrancando um grito da esposa. Permaneceu quieto, esperando que  se acostumasse à  invasão.
— Cristina, perdoe-me, mas é impossível me retirar. Da próxima vez, será sem dor. Te prometo — beijou- lhe pelo rosto, tentando acalmá-la.
Cristina encontrava -se num conflito. De um lado, aquela dor aguda e de outro uma enorme emoção, uma alegria intensa por ver o cuidado  que o marido tinha com ela.
Pela forma como havia sido seus pequenos momentos juntos, no cavalo, no chão ao lado da cachoeira, entre outros, imaginava que ele seria bruto. Porém, não foi assim. Seu marido, apesar de não aparentar, era todo um cavalheiro.
Mexeu-se debaixo dele, em busca de algo até então desconhecido para ela.
Frederico retirou-se um pouco para enterrar-se de novo. Deslizou fácil pelo sexo de sua mulher. Não havia mais dor. Só um imenso prazer.
Cristina enroscou as pernas em volta do marido e aos poucos,  ele aumentou os movimentos. Entrava e saía num ritmo firme e forte que fazia Cristina gritar de desejo.
— Frederico! Mais rápido... Mais..mais...oohhh
Beijando- lhe com paixão, Frederico atendeu o pedido da esposa fogosa que se encontrava embaixo dele.
Aumentou as investidas e levou Cristina ao êxtase, a seu primeiro orgasmo, preenchendo-lhe com suas sementes.
Continua...

Escrito por: Neiry Miranda


Share this:

JOIN CONVERSATION

    Blogger Comment

8 comentários:

Unknown disse...

OMG Gente que calor, minha nossa. Vou ter que tomar outro banho hahaha.. Perfeito como sempre :D

Unknown disse...

Amei, adorei lindo demais mais que perfeito até que enfim Fred consegue domar a fera. ��������������

Unknown disse...

Nossaaaaaaa... eitaaa virgindade amarrada de corda. kkkkkkkkk Neiry, eu vou te matar, pq vc sempre nos deixa com gostinho de quero mais. -_-!

Candy DigitalArt disse...

Caramba, essa fic ta é boa.... kkk
eu tou esperando em Neiry!!
Uff calorsããão
(Mylla Christian: Criadora do blog)

Anônimo disse...

Muito bom posta logo outro capítulo

Anônimo disse...

OMG! Que capítulo, hein!? Espero que Cristina não se 'enoje' com o Fred lindo quando descobrir o segredo dele, afinal, ele a salvou!

Por favor, estou louca para saber como seguirá o nosso casal favorito. :)

Anônimo disse...

Eitaa Eitaa Dioos Que Fogo' Adogooo ' Ameei Demaiiis ����

Anônimo disse...

Acho que a Cristina não vai querer outra coisa, vai se acabar no Fred Júnior KKKKKKKKKKKKKK...