O destino e o novo amor - Capítulo único


Autora: Bom galera, hoje, eu resolvi escrever algo mais romântico. Estou muito sentimental, então, eu resolvi jogar esses sentimentos numa história. Na verdade, todas as minhas histórias são baseadas no que estou sentindo no momento kkk. Espero que gostem, desfrutem.

O destino e o novo amor.

Muito tempo atrás...

Maria: Estevão para! Eu não quero passar por ai, tenho medo!

Estevão: Para de bobagem Maria, não precisa ter medo. É só um riachinho, você não vai cair. Vem pisando nas mesmas pedras que eu pisar.

Maria: Não Estevão, eu não vou! Eu sou muito boba, provavelmente irei cair e se eu chegar em casa toda molhada mamãe irá brigar comigo.

Estevão: Ahh Maria! Para de ser medrosa, vem segura a minha mão. Eu sou mais velho e irei te proteger, vem!

Maria: Estevão, você não tem força, nem tamanho para me segurar (risos). E além do mais, você é só 3 anos mais velho que eu.

Estevão: Pelo menos já estou numa idade em que a minha mãe não briga mais comigo se eu chegar em casa molhado (gargalhadas).

Maria: Nossa, 10 anos. Uma idade muito avançada mesmo. Com certeza nenhuma mãe iria brigar com o filho que já tem 10 anos. (Sendo irônica e rindo).

Estevão: 10 anos de pura sensualidade minha cara amiga. Agora chega de conversa e vamos atravessar esse riacho, vem!

Maria: Tudo bem, tudo bem. Você me convenceu! Vamos.

Quando estavam prestes a atravessar o riacho ouve-se um grito. Era a mãe de Maria chamando-a.

Olga: Maria minha filha, vem pra casa, já está na hora!

Maria ao ouvir o chamado olha para Estevão com o sorriso de “vitória” estampado no rosto.

Maria: É Estevão, eu queria muito atravessar, infelizmente não poderei (risos). Mamãe está me chamando, então fica para a próxima.

Estevão: Tudo bem, dessa vez você escapou (risos). Vamos, vou com você até lá.

Chegando à casa de Maria.

Estevão: Olá dona Olga!

Olga: Olá Estevão (sorri gentilmente). Divertiram-se muito?

Estevão: Com certeza! Quer dizer, exceto na parte do riacho, que a medrosa da Maria não quis atravessar.

Maria: Heey, eu não sou medrosa!

Olga: (risos) Vocês são demais. Admiro muito a amizade dos dois, é muito bonita e parece ser muito verdadeira.

Estevão + Maria: Nossa amizade será eterna!

Olga: Isso é um coral? (risos).

Após um tempo conversando, o pai de Maria chega à residência.

Henrique: Huum, que isso? Está tendo uma festinha aqui e não me convidaram? (risos).

Maria: Papai, papai!

Correu e o abraçou, o mesmo retribuiu o abraço.

Henrique: Oi minha princesa, como está?

Maria: Estou ótima (sorriu).

Henrique: Vejo que o príncipe Estevão está aqui (sorriu e bagunçou o cabelo do mesmo).

Estevão: (Bufou) Eu não sou príncipe senhor Henrique, não me chame assim.

Estevão apesar de ser um garoto rico, assim como Maria, era diferente do outros garotos. Não gostava de ser tratado como uma criança rica, ele apenas gostava que o tratassem como se fosse uma criança qualquer.

Henrique: Oi amor! (Abraçou e a beijou).

Olga: Oi minha vida! (Retribuiu os gestos).

Henrique: Ahh, então quer dizer que você não é um príncipe?

Estevão: Claro que não! Sou uma criança como qualquer outra.

Henrique: Sinto muito em dizer isso, mas, se você não é um príncipe, então não poderá mais brincar, nem ver a Maria.

Estevão + Maria: O que?!? Por que?!?

Henrique: Porque a minha princesa só pode andar na companhia de um verdadeiro príncipe.

Estevão: (Bufou) Sendo assim, eu aceito meu posto de príncipe. Tudo pelo bem da nossa amizade Maria (risos).

Maria: Aii que lindo! Meu melhor amigo é um verdadeiro anjo! Ahh, papai o Estevão hoje queria me obrigar a pular o riacho!

Estevão: Sua fofoqueira!

Maria: Seu mala!

Os pais de Maria apenas riam da situação e viam como os dois se davam tão bem. No fundo, no fundo eles sabiam que em um futuro bem próximo aquilo poderia evoluir para algo muito maior que uma amizade.

Muito tempo depois...

Maria, agora com 28 anos, morava em Cuba. Seus pais resolveram deixar a fazenda para morar em Pachuca, embora não quisesse ir, fora obrigada por seus pais. A dor que Maria sentia era enorme, ela não queria ter deixado a terra onde nasceu e muito menos ter deixado seu melhor amigo. Depois de algum tempo ela perdeu contato com Estevão. Aos 19 anos, Maria perde seus pais em um terrível acidente de carro, o que a deixa muito traumatizada e a faz tomar a decisão de mudar-se para outro lugar. Em Cuba, Maria se forma e abre sua empresa de advocacia. Logo espalha várias filiais por Cuba, as empresas F.A. (Fernandez Acuña) era muito famosa por lá.

Estevão, agora com 31 anos, morava em Pachuca. Após Maria ir embora, Estevão mudou. Não sorria mais, não saía mais para brincar, havia deixado de ser a criança feliz que era. Numa tentativa de fazer seu filho voltar a ser a mesma criança que era antes, seus pais, o avisam que vão se mudar para a mesma cidade que Maria e que com isso ele poderia reencontrá-la. Estevão ficara muito feliz com a notícia e não via a hora de irem. Infelizmente, mesmo com todo o esforço que fizera não conseguiu encontra-la, pois ao deixar a sua fazenda, também perdera contato com sua velha amiga. Há 4 anos atrás Estevão perdeu seu pai e há 2 anos perdera sua mãe para o câncer. Estevão se formara em administração e empreendeu seu dinheiro. Abrira sua primeira empresa, logo as empresas San Román já era a mais falada do México.

Alguns Meses Depois...

Maria resolve deixar Cuba, para voltar a Pachuca. Ela sabia que deveria voltar pra lá. Deveria enfrentar aquele lugar de novo, não poderia viver das lembranças da morte de seus pais. Naquele país que nasceu e cresceu, não poderia simplesmente abandonar. Então, ela toma a decisão de abrir mais uma filial da sua empresa em Pachuca, o que agrada muito ao seu namorado, que devido ao seu oficio precisou mudar-se para lá.

Ligação On:

Maria: Matheus, estou indo morar ai em Pachuca. Estou decidida a abrir uma filial ai, penso em ir amanhã mesmo. Às 16:00hrs estarei pisando em território Mexicano.

Matheus: Que ótimo meu amor, aguardo ansiosamente a sua chegada. Agora tenho que desligar, meu amigo disse que precisa falar comigo. Beijos, te amo.

Maria: Ok, também te quero.

Ligação Off.

Restaurante onde Matheus estava.

Estevão: Falando com a futura esposa?

Matheus: Pois é caro amigo, embora eu queira muito casar-me, ela tampouco pensa em casamento (risos). Mas eu ainda vou convencê-la.

Estevão: Sei que conseguirá, você é “o cara”. (risos)

Matheus: Pois bem, chega de falar da minha futura rainha e me diz, o que necessitava falar comigo?

Estevão: Um cliente insatisfeito processou minha empresa.

Matheus: Bem, pra isso vocês tem o advogado da empresa não?

Estevão: Pois é, tínhamos. Eu acabo de demiti-lo e precisamos comparecer ao tribunal daqui a dois dias. Os outros advogados da empresa já estão ocupados com outros processos.

Matheus: E onde eu entro nessa história?

Estevão: Você conhece todo mundo, pode me indicar alguém com muita experiência?

Matheus: Caro amigo, sinta-se feliz, pois para a sua sorte eu conheço a pessoa perfeita para isso. Minha namorada, ela é a maior advogada de Cuba, está vindo pra cá abrir uma filial, amanhã mesmo ela chega.

Estevão: Perfeito então! Fale com ela e entre em contato conosco para confirmação.

Matheus: Ok.

O resto do dia transcorria naturalmente. Matheus havia avisado a Maria do pedido do amigo e ela aceitou de imediato. Maria já estava com as malas prontas, queria chegar logo a Pachuca.

No dia seguinte, exatamente às 16:00hrs, Maria desembarcava no aeroporto. Matheus estava todo feliz em vê-la, ela era indiferente. Ao vê-la chegando foi até ela e a abraçou fortemente, apesar dela ser indiferente aquilo, a felicidade de Matheus era muito contagiante e ela ficava feliz apenas em vê-lo feliz.

Ele a deixou no hotel e seguiu para sua casa, sabia que Maria estava cansada e que ela não suportava ser incomodada quando não estava disposta.

Algumas horas depois...

Ligação On:

Matheus: Amor meu, arrume-se que às 20:00hrs teremos um jantar para que conheça o Estevão, o dono da empresa que você pegará aquele processo.

Maria: Tudo bem, às 20:00hrs estarei pronta. Por favor, não se atrase você sabe que eu detesto ficar esperando.

Matheus: Sim, minha rainha. Não me atrasarei, beijos te amo.

Maria: Beijos, te quero!

Ligação Off.

Maria começa a se arrumar, queria estar apresentável para seu novo “chefe”. Na verdade, ela não se considerava uma pessoa a qual tinha “chefes”, ela tinha clientes. No horário marcado Matheus chega no hotel em que Maria está. Os dois vão ao restaurante combinado, após chegarem, alguns poucos minutos depois, Estevão chega ao recinto, acompanhado de sua noiva Fabíola.

Estevão: Boa noite!

Matheus + Maria: Boa noite!

Matheus: Estevão amigo, essa é a Maria a melhor advogada que existe e que além de advogada, é a namorada perfeita!

Estevão: Muito prazer em conhece-la Maria, o Matheus fala muito sobre você. (sorriu)

Maria: O prazer é tod...

Ao levantar-se da cadeira para cumprimentar Estevão, deixa cair sua bolsa de mão, que estava em seu colo. Ao cair a bolsa abre-se e espalha alguns documentos. Estevão abaixa para ajuda-la a recolher as coisas e ao ajuda-la depara-se com uma foto antiga, pouco manchada. Na foto haviam duas crianças de mãos dadas sorrindo naquela foto. Estevão reconheceu imediatamente aquele garoto.

Maria: Desculpe-me, acabei esquecendo que a bolsa estava aqui.

Estevão: Maria, não me entenda mal, mas me responde quem é esse garoto da foto?

Maria: Bem, não entendo o seu interesse em saber, mas, já que o queres eu vos digo. Esse foi, é e sempre será o meu melhor amigo, mesmo que eu nunca mais tenha tido noticias sobre ele.

Estevão: Esse seu amigo tem o mesmo nome que eu e o sobrenome de San Roman?

Maria: (confusa) Sim, mas como sabe?

Estevão: Porque eu não te conheci ontem Maria Fernandez Acuña! Ou você já esqueceu que eu nunca consegui te convencer a pular aquele maldito riacho na fazenda?

Maria: (surpresa) Não pode ser! De verdade é você Estevão? O meu Estevão?

Estevão: Sim Maria, sou eu o seu Estevão! (sorrindo, estava radiante de tanta felicidade).

 Matheus + Fabíola: Como assim SEU Estevão? (Gritaram).

Maria: Calma, desculpa. É que o Estevão e eu nos conhecemos desde crianças e depois de muito tempo, agora, nos reencontramos e como sempre fomos melhores amigos eu sempre dizia que... ele era... bem... o meu Estevão.

Corou ao dizer isso. Ela sabia que chama-lo de SEU            na frente do próprio namorado e da noiva do Estevão não pegaria bem, mas foi por impulso, quando se deu conta já era tarde demais.

Fabíola: Isso não te dá o direito de chama-lo de SEU. Ele é meu noivo e esse jantarzinho já deu! Estevão por favor, leve-me para casa!

Estevão: Tudo bem Fabíola, nos vamos. Amigo, desculpa ai qualquer coisa, não foi com má intenção. Tchau Maria!

Matheus: Tudo bem irmão! Eu já sabia dessa amizade da Maria, ela já havia me contado, só não imaginava que seria você. (Risos) Até logo.

Maria: Estevão espera! Toma, aqui está meu numero. Não posso perder meu melhor amigo de novo, não é mesmo?

Estevão sorriu e pegou o papel, atitude que claramente não agradou a Fabíola e tampouco a Matheus, mas o Matheus soube disfarçar melhor.

Após Estevão e Fabíola irem embora, Maria pede que Matheus à leve em casa. Alguma horas depois após a saída de Matheus do seu apartamento Maria resolve ir se deitar. Já de baby-doll, às 00:40hrs, Maria resolve mandar uma mensagem para Estevão.

Mensagens:

Maria: Seu trouxa!

Estevão: Sua fofoqueira medrosa!

Maria: Ahh, como eu senti saudades de você.

Estevão: Você não sabe o quanto eu fiquei mal quando você se foi! E depois que perdemos contato fiquei pior ainda.

Maria: Foram momentos difíceis para mim também. Temos tanta coisa pra conversar!

Estevão: Temos mesmo. Maria?

Maria: Sim?

Estevão: Quer que eu vá ai agora? Ai a gente conversa. Poxa, eu to morrendo de saudade de você, lá eu não tive a oportunidade de nem te dar um abraço.

Maria: Está louco Estevão? (Risos). É quase uma hora da manhã

Estevão: E daí Maria? O que importa a hora quando se reencontra a melhor amiga de toda sua vida? Por favor, diz que sim!

Maria: Está bem, você me convenceu (risos). Estou te esperando. Tchau, beijos.

Estevão: Tudo bem, chego ai em poucos minutos, tchau.

Ligação Off.

Estevão sai em disparada, arruma-se rapidamente, pega o carro e vai em direção ao hotel em que Maria está hospedada. Poucos minutos depois ele chega, sobe até o terceiro andar e toca a campainha. Maria não acreditava muito que ele viria, por isso nem se importou em trocar a roupa, até por que ela também nunca se importou que ele a visse de baby-doll, tantas vezes já havia a visto assim quando eram crianças.

Maria: Não acredito que você veio mesmo, seu maluco! (correu e o abraçou muito forte).

Ele, entretanto, estava impactado com aquela cena, Maria de baby-doll estava tão linda, tão sexy, nem ele mesmo sabia explicar o estava acontecendo com ele. Já tinha visto Maria vestida assim muitas vezes na infância, mas agora era diferente, ela já estava convertida em uma mulher, e aquele corpo já não era o mesmo de quando ela tinha 7 anos.

Estevão: É claro que eu viria sua tola. Eu sou um homem de palavra (risos), além do mais eu precisa te ver, estava morrendo de saudade (ainda estava abraçado a ela, não conseguia solta-la).

Maria: (Soltando-se dele) Vem, entra. Senta ai, vou pegar um café.

Estevão: Não precisa Maria, vem senta aqui do meu lado e vamos colocar os assuntos em dias, não posso ficar aqui muito tempo, lembre-se que é de madrugada (risos).

Maria: Tudo bem (risos).

Ficaram ali conversando por um bom tempo, conversando sobre tudo. Os dois queriam saber o que havia acontecido na vida do outro, era necessário. De certa forma, estavam se reconhecendo, até que Estevão resolve ir embora, mas ao abraçar Maria para se despedir, os dois sentem algo estranho, afastaram os rostos ainda em meio ao abraço, olharam-se nos olhos e aconteceu. Beijaram-se. Era um beijo calmo, tranquilo, algo estranho talvez. Até que Maria se separa.

Maria: Estevão o q...

Estevão: Shh, não fale nada Maria, apenas tente esquecer. Não quero que esse beijo destrua a nossa amizade.

Maria: Ok.

Estevão: Tchau.

A abraçou novamente, depositou um pequeno beijo em seu rosto e partiu. Os dois estavam em um misto de sentimentos, não sabiam o que estava acontecendo. Por que se beijaram? Por que corresponderam um ao beijo do outro? Por que sentiam-se tão estranhos ao terem seus corpos colados? O que, de fato, estava acontecendo com aqueles dois?

No dia seguinte, Maria foi ao encontro de Estevão para tentar resolver o problema do processo. Matheus ligou para Maria, para avisa-la de que teria que viajar para Cuba, para resolver outros problemas, ela concordou. Maria, como boa advogada, conseguiu ganhar o caso. Saíram vitoriosos daquele tribunal, então Estevão a chama para um jantar de comemoração. Ele diz que vai levar Fabíola e que ela poderia ir com o Matheus, entretanto, ela o comunica que o Matheus já não se encontra em Pachuca, então ele decide que irão somente os dois amigos. Ela aceita.

A noite chega rápido e Estevão a pega no hotel e a leva para o restaurante.

Estevão: Bem, aqui estamos Maria, no nosso primeiro jantar de comemoração.

Maria: Pois é, quem diria que aquelas duas crianças que foram separadas na infância, voltariam a se encontrar e seriam companheiros de trabalho.

Estevão: Pois é né (risos).

Estevão não conseguia tirar os olhos de Maria, estava a olhando diretamente. Ela começava a ficar corada com a atitude de Estevão, não estava acostumada a ser encarada dessa forma pelo amigo, mesmo sabendo que alguma coisa dentro dela a perturbava em relação a essa amizade.

Pensamento Estevão On:

O que está acontecendo com a nossa amizade Maria? Por que voltaste tão bela, tão diferente? Por que não consigo mais te olhar como se fosse a mesma garotinha, aquela que passava o dia inteiro brincando comigo na fazenda? Por que nos beijamos? Pior, por que correspondemos àquele beijo? Por que eu gostei tanto de te ter em meus braços?

Pensamento Estevão Off.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo seu celular que estava tocando e por Maria que o chamava por vê-lo tão quieto.

Maria: Estevão! Por Deus, não está ouvindo seu celular tocar?

Estevão: O que? Hã?

Maria: Criatura (risos), seu celular está tocando, atende logo antes que desligue (risos).

Estevão: Ahh, sim, obrigado (risos).

Ligação On:

Fabíola: Estevão onde você está? Por que toda essa demorar para atender o celular?

Estevão: Muitas perguntas Fabíola, tenha calma. Estou em um jantar de comemoração por ter ganhado o processo no tribunal, estou com a Maria.

Fabíola: Ahh, já está ai com a sua “amiguinha”? Não gosto nada dela, ela não me parece uma boa pessoa. Não quero que você continue andando com ela me ouviu?

Estevão: Fabíola faça-me o favor! Eu não sou uma criança e não vou deixar de falar com a Maria por nada, nem por ninguém. Passei muito tempo sem vê-la e não vou correr o risco de perder contato com ela mais uma vez. Sendo assim, não temos mais sobre o que conversar, então tchau.

Ligação Off.

Maria: Brigando com a noiva?

Estevão: Sim.

Maria: Foi por minha causa não é mesmo?

Estevão: Sim, mas eu não me importo com o que a Fabíola diz e...

Maria: Desculpa Estevão, eu não queria causar problemas. Na verdade, passamos muito tempo separados, e cada um fez sua vida, eu estou namorando e você vai casar em breve, então acho que colocar uma distancia entre nós novamente não seria difícil. Nossa amizade ainda vai causar muitos problemas entre você e sua noiva e eu realmente não quero ser o pilar para a separação de um casal.

Estevão: Você está maluca é isso?!? Está querendo me deixar mais uma vez? Escute bem, eu passei muito tempo sem a minha melhor amiga, acredite ou não, eu chorei, chorei muito. Naquele tempo, meus pais ficaram tão desesperados por verem a mudança no meu comportamento que resolveram mudar-se para cá para eu ter o mínimo de chance para tentar te reencontrar, embora tenha sido em vão. De uma criança feliz eu passei a ser um garoto frio, eu não saía mais para brincar nem nada, até que finalmente eu me acostumei a ficar sem você e agora que eu finalmente te reencontrei você diz que é melhor “colocar uma distancia entre nós novamente”? Que não quer atrapalhar a minha vida? De que vida você está falando? Aquela vida que eu tinha até você ir embora? Não Maria, eu te perdi uma vez e não vou te perder de novo. Eu não me importo com o que a Fabíola quer ou deixa de querer, eu jamais deixarei a minha única amiga por causa dela. Se você quiser eu termino tudo com ela agora mesmo, basta uma palavra sua! Prefiro perder uma noiva do que perder novamente a pessoa que me fazia sorrir todos os dias quando éramos crianças e que, agora, voltou para me fazer sorrir novamente.

Maria: Estevão eu... (com os olhos cheios de lágrimas).

Estevão: Chega Maria. Vem, vou te levar em casa e amanhã com mais calma conversamos, chega por hoje.

Maria estava realmente magoada, sabia que tinha ferido seu amigo dizendo aquilo, mas ela realmente achava que era o melhor para os dois, ela não queria acabar com o casamento dele, não queria ser a culpada pela infelicidade dele. Após saírem do hotel foram para o hotel, os dois iam em total silencio, nenhuma palavra de ambos, ela estava se sentindo mais culpada agora do que se tivesse acabado com o casamento dele. Logo chegaram ao hotel.

Maria: Quer subir?

Estevão: Não. Obrigada.

Maria: Me perdoa por ter dito aquilo.

Correu e o abraçou, já estava em meio as lágrimas. Ele retribuiu o abraço da amiga.

Estevão: Eu te perdoo Maria, seria incapaz de ficar com raiva de você, eu só fiquei com medo. Medo de te perder novamente.

Maria: Eu prometo que nunca mais irei propor algo assim. Não se preocupe, onde quer que eu esteja eu serei sempre sua.

Ainda em meio ao abraço, ela afastou seus rostos e o beijou. Por mais que ele tivesse ficado surpreso com aquilo ele havia gostado, ele queria aquilo, só não entendia por que. Ela parou o beijo e voltou a pousar sua cabeça no ombro dele.

Maria: Eu te amo, não me deixe. (Disse num sussurro).

Estevão: Que disse Maria?

Estava surpreso com o que Maria falado. Quando de repente ela havia começado a ama-lo? E por que ele também estava gostando dela da mesma maneira? Por que será que aquela garotinha, agora convertida em toda uma mulher, mexia tanto com ele? Uma guerra de sentimentos estava acontecendo dentro dele.

Maria: Disse que... hã... não... não me deixe (gaguejou).

Soltou-se dos braços dele.

Estevão: Realmente foi só isso?

Maria: Sim.

Estevão: Tudo bem então, já vou. Tchau.

Maria: Tchau MEU Estevão.

Estevão: (sorrio de canto) Tchau MINHA Maria.

Ele a abraçou novamente e sussurrou em seu ouvido.

Estevão: Eu também te amo.

Ela corou e sorriu envergonhada para ele. Sabia que ele tinha ouvido o “eu te amo” que ela dissera poucos momentos atrás e essa retribuição a agradou muito. Sentiu uma felicidade imensa irradiar por todo seu corpo, não sabia o que fazer ou dizer. Apenas o observou virar-se e ir embora, logo subiu para seu quarto.

A noite parecia que nunca teria fim, não conseguiam parar de pensar um no outro. Decidiram tomar uma decisão muito séria, acabar com seus respectivos relacionamentos. Esperavam que seus companheiros entendessem.

Ligação On:

Maria: Alô?

Matheus: Oi minha vida, que bom te ouvir.

Maria: Matheus, eu preciso muito falar com você. É algo muito sério, queria muito que fosse pessoalmente, mas você está muito longe e eu não posso esperar pra te dizer isso.

Matheus: Maria, você quer terminar comigo não é mesmo?

Maria: Sim. Desculpa ser tão direta.

Matheus: Ah Maria, não precisa ficar assim. Eu já sabia que isso aconteceria desde que você reencontrou seu melhor amigo, afinal, é por causa dele não é mesmo?

Maria: Por Deus Matheus, como sabe?

Matheus: Maria, eu não sou bobo. Desde que vocês se reencontraram eu sabia que logo, logo te perderia para ele. Por isso eu já vinha me preparando pra quando você resolvesse terminar comigo. Eu não vim pra Cuba por trabalho, vim para poder me afastar de você e te dar espaço. Apesar de te amar com toda a minha alma, eu não poderia te prender a mim nunca, jamais conseguiria te ver infeliz ao meu lado. Não se preocupe, minha amizade com o Estevão vai continuar da mesma maneira e espero que a nossa também.

Maria: Sim, sim, claro que vai continuar. Você é um grande amigo, não quero te perder.

Matheus: Sua boba, você jamais me perderia. Bem, se era só isso, então tchau. Eu te amo.

Maria: Obrigada por compreender. Tchau, te quero.

Ligação Off.

Ligação On:

Fabíola: Estevão? Isso é hora de você chegar? Passou todo esse tempo com aquela mulherzinha? Precisamos conversar seriamente, e outra, não permito que você desligue o telefone na minha cara. Eu quero você bem longe daquela mulher, bem longe me ouviu?!?

Estevão: Fabíola já chega! Já perdi a paciência com você, entende de uma vez que eu nunca irei me afastar da Maria. Realmente, precisamos conversar. Eu iria marcar um encontro  pra gente poder conversar, mas depois desse seu chilique, vou falar por telefone mesmo. Vou ser curto e grosso: EU QUERO TERMINAR COM VOCÊ. Era só isso tchau.

Fabíola: O que?!? Como assim você qu...

Ligação Off.

Fabíola: Ele desligou na minha cara? Pior, ele terminou nosso noivado por causa daquele idiota? Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!

Fabíola ficou descontrolada, saiu jogando tudo que via pela frente. Até que ela resolve falar com a tia de Estevão, Alba. Sabia que Alba a odiava, mas sabia muito bem que Alba odiava muito mais aquela amiga dele, ela sempre comentava o quanto odiava aquela criança que tanto fez Estevão sofrer.

Após ligar para ela e contar tudo, Alba também ficara furiosa, pois não sabia que seu sobrinho havia reencontrado sua antiga amiga.

Estevão estava no quarto, visivelmente radiante de felicidade. Até que sua tia entra sem nem bater.

Alba: Estevão, o que significa isso? Como pôde terminar tudo com a Fabíola? E por que não me contou que havia reencontrado Maria?

Estevão: Muito eficiente a Fabíola, já contou tudo não é mesmo? Terminei por que você melhor que ninguém, sabe que eu não a amava, nunca amei. Se iria me casar foi por culpa sua, por que vivia dizendo que casando-me com ela eu preencheria o vazio que Maria havia deixado. Mas sabe tia? Maria voltou! Então não há mais necessidade de ter alguém para substitui-la, além do mais, eu não sinto só uma amizade por Maria, tia, eu estou APAIXONADO por ela. Talvez, sempre fosse, mas quando éramos crianças não percebi, talvez tenha sido por isso que eu fiquei tão mal quando os pais dela se mudaram.

Alba: Não, não, não! Não pode ser Estevão! Ela vai te fazer sofrer de novo meu amor. Reate com Fabíola e esqueça de uma vez por todas a Maria. Eu falo isso por que quero apenas o seu bem.

Estevão: Não tia, jamais me ouviu? JAMAIS VOU DEIXAR MARIA e por favor dei-me licença, não me obrigue a ser grosseiro contigo, pois não quero isso.

Alba saiu do quarto furiosa, no fundo ela sabia que perderia ele. Talvez, com Fabíola não o perdesse, mas com Maria sim, sabia que Maria poderia controla-lo do jeito que bem entendesse, afinal, desde crianças ele sempre fazia tudo que ela pedia.

Desde a morte dos pais de Estevão, Alba e Carmen, havia ido viver com ele. Não se quando, mas de repente, Alba começou a nutrir um sentimento impuro pelo sobrinho. Nunca lhe disse nada, pois sabia que Estevão jamais a iria querer, pelo contrario, iria repudia-la e tê-lo longe era o que ela menos queria.

Carmen, era gentil demais, Estevão a amava como se fosse a própria mãe, desde que essa morrera, era Carmen quem cuidava dele, quem o consolava e por isso Estevão chegou a considera-la tanto. Infelizmente, ela era muito vulnerável às vontades de Alba e se deixava ser controlada pela irmã.

No dia seguinte, logo cedo, Estevão foi ao hotel de Maria.

Maria, já estava acordada e acabava de sair do banho quando ouviu a campainha tocar. Vestiu seu roupão, colocou uma toalha na cabeça e foi abrir a porta.

Maria: O que faz aqui tão cedo? (sorrindo).

Estevão: Será que a dona ai poderia primeiro me convidar para entrar por favor?

Maria: Ahh, sim, claro. (Risos) Entra.

Ao entrar, Estevão percebeu que Maria estava apenas de roupão, não conseguiu desviar os olhos das pernas dela, sabia que aquilo a deixaria envergonhada, mas não conseguia fazer nada a não ser olha-la de cima a baixo.

Maria: Estevão, para! Está me deixando envergonhada.

Estevão: Desculpe-me. Mas, eu vim para convida-la para tomar café comigo.

Maria: Tudo bem, vou me vestir e já venho.

Estevão: Maria...

Maria: Sim?

Estevão: Terminei com a Fabíola.

Maria: Que?!? Por que?

Estevão: De verdade quer saber por que?

Maria: Claro que sim!

Estevão: Por você.

Maria ficara paralisada. Como ele pôde terminar com a noiva por causa dela? Como ele foi capaz disso? Afinal, o que ela estava pensando? Tinha feito o mesmo com o Matheus.

Maria: Estevão, a verdade é que, eu também terminei com o Matheus por você.

Aproximou-se perigosamente dela. As pernas de Maria tremiam, um rastro de fogo subia por todo o seu corpo com aquela aproximação.

Passou um dos braços pela cintura de Maria e a puxou parar colar seus corpos, em seguida juntou seus lábios. O beijo era quente e muito perigoso. Maria já não aguentava mais, o queria. Abriu a camisa ¾ que Estevão usava, jogou-a longe. Estevão colocou as mãos por dentro do roupão dela e o baixou até a altura dos seios. Beijou aqueles ombros tão bonitos, beijou aquele pescoço, logo desfez o nó do roupão da mesma e o deixou cair, deslizando pelo belo corpo de Maria. Estava totalmente hipnotizado com aquela cena.

Era a sua Maria, completamente nua diante de seus olhos, seu corpo era mais do que perfeito, as curvas bem delineadas, seios bonitos, cintura fina e pernas de tirar o fôlego. Maria sem duvida, era o sonho de qualquer homem.

Estevão não perdeu tempo, guiou Maria até o quarto e a colocou na cama, onde a mesma ajoelhou-se para ajudar Estevão a despir-se. Enquanto eram distribuídos beijos nos lábios, pescoço e ombros, Maria fazia com a calça de Estevão deslizasse sobre suas pernas, deixando-o apenas de cueca. Maria, de certa forma, estava com medo, não sabia o que fazer naquele momento, estava com medo de não conseguir satisfaze-lo.

Maria foi deitando devagar, aos beijos que desta vez eram mais calmo, mais intenso. Estevão então, ajeitou-se e ficou entre as pernas de Maria. Estevão desceu os beijos dos lábios até o mais intimo de Maria, acariciou cada pedacinho daquele corpo que, de repente, desejava tanto e amava tanto; estava enlouquecendo com os gemidos abafados que Maria soltava.

Por mais que Maria estivesse desfrutando de cada caricia que recebia, seu medo de se entregar pela primeira vez conseguiu ser mais forte que o desejo de se tornar apenas dele.

Maria: Estevão... Para, por favor. Chega, eu... eu não quero.

Estevão: (Assustou-se) O que? Do que está falando Maria? Por que não quer mais?

Maria: Eu... eu... eu não sei como te dizer isso.

Estevão: Isso o que? Pode falar sem medo.

Maria: Estevão eu... eu...

Estevão: Você...?

Maria: Eu sou virgem! Pronto, falei.

Estevão: (surpreso) É por isso que não quer? Está com medo?

Maria: Sim, estou.

Estevão: Maria, não se preocupe. Jamais te machucaria, não vou te fazer mal, você confia em mim não confia? Então deixa eu te mostrar que eu posso ser seu primeiro e único homem, deixa eu te fazer minha pela primeira vez. Confia em mim, não te farei mal algum.

Maria: Sim, eu confio em ti, confiaria a minha vida a você!

Estevão então, voltou a acariciar o corpo de Maria, queria acalma-la, faze-la sentir-se preparada para recebe-lo, para tornar-se apenas dele. Maria sentia-se mais calma, novamente o desejo havia tomado seu corpo por completo, fazendo-a esquecer de todo o medo que a segundos a consumia. Estevão sentiu que Maria intensificava seu gemido e que deixou claro que estava pronta para recebe-lo, entrelaçou seus dedos com os dela e a fez uma única pergunta.

Estevão: Está pronta?

Ela apenas acenou com a cabeça em sinal positivo, ele por sua vez, posicionou-se entre as pernas de Maria e a puxou com cuidado para trazê-la para pero de si e a penetrou cuidadosamente. Maria deu pequenos gemidos de dor e apertou a mão de Estevão enquanto o mesmo tentava fazê-la esquecer da dor. Com beijos carinhosos, Estevão começou a penetra-la em um ritmo, primeiramente, lento para que a mesma se acostumasse com o que estava sentindo e aos poucos Maria passou a gemer não só de dor mas também de prazer. Estevão percebendo que Maria já não sofria mais, aumentou o ritmo fazendo-a arranhar seus braços e costas, enquanto beijava a extensão dos ombros e pescoço do mesmo. Maria desfrutava muito do momento, Estevão estava sendo tão carinhos, mais uma vez ele não a havia decepcionado. Com mais algumas penetradas intensas, ambos chegaram ao ápice do prazer, compartilhando da mesma frase ao terminar com aquela entrega onde suas almas tornaram-se uma só.

Maria + Estevão: Eu te amo!

Estevão jogou-se para o lado e Maria deitou-se em seu peito, o mesmo a abraçou fortemente.

Maria: Obrigada, foi maravilhoso!

Estevão: Você que foi surpreendente Maria, jamais havia sentido algo assim. Maria, preciso confessar-lhe que... Não sei quando, nem como, passei a amar-te, a precisar de ti. Desde que a reencontrei naquele restaurante e percebi que namorava com o Matheus, algo dentro de mim me corroía, acho que na verdade, eu estava morrendo de ciúmes.

Maria: É sério? Pois bem, eu não senti ciúmes de ti, mas não gostei nem um pouco da sua ex-noiva.

Estevão: Ahh, então você falou aquilo de “Meu Estevão” só para provacá-la?

Maria: Ahh, eu não quero falar sobre isso, estou com sono, vamos dormir sim?

Estevão: (Risos) Ahh, nem pense, vamos responda!

Ficaram ali conversando por um bom tempo até que adormecem.

Querem saber como essa história terminou? Pois bem, eu contarei. História essa, que na verdade, não termina, apenas acaba de começar.

Estevão e Maria se viam constantemente, estavam cada vez mais apaixonados. Ao completarem 2 meses de “enrolação”, finalmente, firmaram o relacionamento. Claro que nem Alba, nem Fabiola, aceitaram isso e fizeram de tudo para acabar com aquele relacionamento, mas nada foi mais forte do que o amor dos dois.

Após 1 ano de namoro, Estevão pediu Maria em casamento, a mesma aceitou com imensa felicidade, desse matrimonio nasceram Heitor e Estrela, que para Maria era seu bem maior. Parecia a família mais feliz do mundo, até acontecer aquela maldita viagem...

Notas Finais: Bem, o resto da história vocês já conhecem, não acho que tenha necessidade de ser contada novamente. Espero que tenham gostado!

Escrito por: Raymunda


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8 comentários:

Unknown disse...

Essa Raymunda cada dia me surpreende mais com as historias dela.Adoreiiii divina fic

Anônimo disse...

caraca n tenho o q falar simplesmente ameii, pena q acabou, vc alegrou minha manha, chorei,muito viu? Besos
jéssica santo's

Anônimo disse...

Obrigada! Fico imensamente feliz por terem gostado, pois meu objetivo maior é agradar a vocês ^^

--Raymunda.

Unknown disse...

Certamente um amor como esse que toda mulher quer, ficou muito lindo amei demais

Anônimo disse...

Exatamente! Existe coisa melhor do que estar com alguém que além de ser aeu companheiro é seu melhor amigo? *--*
--Raymunda

Ludy disse...

Nossa que história linda essa heihn... ameiiii o capitulo, muito bonito esse amor que nasceu de uma forte amizade, mais bonito ainda foi a descoberta desse amor pelos dois juntos.. parabéns...eperando os próximos!!!

Anônimo disse...

Já comecei a fazer o próximo, infelizmente, não tenho previsão de quando terminarei pois estou muito atarefada com as coisas do trabalho e da faculdade, mas vou tentar fazer com oq o proximo seja tão bom quanto esse e possa valer a pena a espera de vocês. Abraços.
--Raymunda

Ludy disse...

Temos certeza que valerá sim...Abraços!!!