Para sempre em seu coração Capitulo 9 (FINAL)

Olá pessoas que acompanharam até aqui essa linda e envolvente história...
Este é o ultimo capitulo de Para Sempre em Seu Coração, e é com todo amor e carinho que deixo aqui claro e descrito, Obrigada a Vicktoria que é a escritora, e quem forneceu a história para vocês acompanharem, e muito obrigada a você que nos acompanhou...
Muitos beijos e obrigada mais uma vez, por mim e pela Vicktoria...

COM VOCÊS
CAPITULO FINAL DE



*** Para Sempre Em Seu Coração ***


****






Na manhã seguinte, Esteban levou María  a uma ginecologista.
Esteban desconcertou María  ao fazer à médica uma série de perguntas complexas. A ginecologista res­pondeu-lhe, satisfeita, com muitos detalhes científi­cos. María  sentiu-se como um útero com pernas. Sentiu-se também ferida pelo fato de Esteban pela pri­meira vez demonstrar interesse pelo bebê deles com outra pessoa e não com ela. Depois se indagou com tristeza se ele não estaria apenas fazendo uma ence­nação para salvar as aparências.
Nos três infinitos dias que se seguiram, María  fi­cou cada vez mais triste. Esteban saía para o Banco San Román praticamente antes de o sol nascer e retornava tarde da noite. Ele não fazia uma única refeição com ela, nem tampouco o menor esforço para diluir a ten­são entre eles. No entanto, telefonava duas vezes ao dia para perguntar como ela estava.
No quarto dia, ela se levantou antes do nascer do sol. Após um banho sonolento, apressou-se para tor­nar-se apresentável, sem parecer nem suspeitamente muito bem-vestida, nem impropriamente sexy, e em seguida correu escada abaixo para a sala de jantar para juntar-se a Esteban no café da manhã.
Esteban estudou-a com olhar de reprovação.
— O que você faz acordada a essa hora?
— Eu queria ver você.
Após pousar seus atordoantes olhos sobre a camisola em estilo quimono dela, a boca sensual de Esteban deu uma torcida quase imperceptível. Feita da melhor seda, a roupa a cobria do pescoço aos pés com um recato que ele considerou decepcionante.
Ela percebia atormentada tanto o olhar atento de Esteban quanto a atmosfera tensa do ambiente.
— Eu... Vou sentir saudade de você.
Dannazione! Isso não me faz ficar apaixonado. Tem o mesmo efeito que teria se você subisse na mesa e dançasse como Salomé. Deixando isso bem claro, não torne a fazer cenas quando formos inunda­dos por presentes de batizado daqui a alguns meses! — atirou-lhe Esteban com mordente desprezo. — Quan­do eu quiser ter você, eu a avisarei.
Lágrimas de humilhação encheram-lhe os olhos. Ela ouviu o som da limusine se afastando. Era assim, então. Ele podia estar saturado, pensou numa extre­ma agonia. Esteban não precisava pensar que teria êxito tratando-a como a uma mulher sórdida que faria qualquer coisa para trazê-lo de volta para a cama.
Antes, porém, de deixar a Suíça, o orgulho exigia que ela limpasse seu nome e fizesse com que Esteban visse o quanto estava enganado a seu respeito. An­dando de um lado para o outro no quarto de dormir, chegou à conclusão de que só havia um meio de con­seguir isso. Teria de redigir um acordo legal capaz de provar de uma vez por todas que ela não tinha nenhu­ma intenção mercenária. Depois disso, iria embora com a dignidade intacta.
Chegando ao escritório de Mike Newton na manhã seguinte, ela foi conduzida à sua sala. María  sur­preendeu-se com o fato de Mike atendê-la de imediato e com aparência ansiosa, além de agradecer-lhe mui­to pela visita.
— Eu queria fazer uma visita a você e Esteban para me desculpar, mas agi tão mal com você que achei que seria melhor deixar a poeira assentar — confes­sou com franqueza o homem louro. — Eu intimidei você e você me intimidou. Acredite, não é assim que costumo tratar as mulheres.
— Não foi culpa sua. Foi um mal-entendido. Na verdade, vim vê-lo hoje por um motivo completa­mente diferente — confidenciou María , lutando para esconder a infelicidade sob uma fachada de calma. — Preciso de um advogado para redigir um documento para mim com certa rapidez.
Quando ela forneceu as primeiras informações do que pretendia colocar no papel, Mike não conseguiu disfarçar o desânimo.
— Um documento dessa natureza me colocaria em conflito de interesses. Não posso representar você e Esteban. Você precisa de aconselhamento legal inde­pendente.
Muito frustrada, María  levantou-se.
— Está bem.
— Mas extra-oficialmente... — Mike Newton hesi­tou e, em seguida, insistiu com clara preocupação. — Na condição de amigo, e tenho a esperança de que algum dia você venha a me considerar como tal, eu lhe aconselharia a não seguir esse caminho. Temo muito que Esteban interprete mal seus motivos e fique magoado.
Na volta para casa, María  admitiu que Mike era um sujeito realmente muito amável. Ele era justamente o oposto de Esteban e, portanto, totalmente incapaz de avaliar como funcionava um homem com a gélida reserva intelectual e emocional de Esteban.
Agora se perguntava por que decidira chegar a esse ponto para desfazer a convicção de Esteban de que era uma caçadora de ouro. Por que ainda se preocupa­va com isso? Ele não a amava. Pensava o pior dela. Até sua visão à mesa do café da manhã o ofendia.
Havia chegado a hora em que ela teria de ser ma­dura o suficiente para se levantar por si mesma, levar em conta as próprias necessidades e abandonar aque­le relacionamento destrutivo.
Esteban jamais contaria a Ângela a verdade sobre o casamento deles. Com efeito, María  se admirava por ter pensado alguma vez que essa ameaça fosse real. Talvez ela tivesse se agarrado a essa situação como uma desculpa para ficar com Esteban quando estava de­sesperada para ter alguma.
O telefone do carro tocou. Era Esteban e o próprio som da sua voz arrastada foi suficiente para fazer transbordar o caldeirão das emoções dela.
— Estou deixando você e espero que você e seu precioso dinheiro vivam felizes para sempre!
Ela bateu o telefone e tremeu, abalada pelo que a raiva a fizera dizer. Mas era a verdade e ele merecia ouvi-la. Era a última vez que Esteban se recusava a receber o amor dela. Em vez disso, ela iria dedicar todo esse amor ao filho deles. O telefone tocou de novo, mas ela o ignorou. O celular também tocou, ela o desligou. Não havia mais nada a dizer.
Meia hora depois ela estava no quarto fazendo as malas quando, de repente, a porta se abriu e Esteban entrou.
— Você não pode partir. Eu não posso passar por isso de novo! — afirmou ele com veemência.
Pega de surpresa pela chegada turbulenta, tão incomum ao homem calmo e controlado que ela conhe­cia, María  olhou-o fixamente. Ele estava pálido, suas faces esticadas pela tensão.
— Você tem idéia do que isso representou para mim da última vez? — indagou ele. — Sabe o que eu passei?
Totalmente surpresa com a quantidade de emo­ções que ele jamais demonstrara ter, María  balançou a cabeça numa silenciosa negativa.
Santo cielo! Aquela primeira semana em que eu recuperei a memória quase me matou. Num minuto você estava lá e no outro havia ido embora e eu não tinha a menor noção do motivo. Você saiu de nosso casamento deixando para mim um bilhete de descul­pas de quatro linhas, como quem cancela um compro­misso para jantar. Aquilo tudo era irreal. Eu não sabia nem onde encontrá-la. Quase enlouqueci de tanto transtorno!
— Nunca pensei... Nunca cheguei sequer a suspei­tar que você se sentiria assim.
— Deveria ter sido você a me contar a verdade sobre nosso casamento.
Reconhecendo a justeza da censura, ela inclinou a cabeça. Tinha sido covarde e inventado desculpas para si mesma.
— Eu tinha total confiança em você. — Esteban fixou a perturbada visão de María , que preferia fugir do olhar dele. — Na verdade, no início eu não tinha ou­tra escolha. Nosso relacionamento, no entanto, de­senvolveu-se com rapidez e eu quebrei minhas resis­tências com você. Acreditava que formávamos um casal. Aprendi a pensar em você como minha esposa. Então, tudo explodiu no meu rosto.
— Devo ter parecido muito egoísta para você... Mas sinceramente não pensava que você sentiria tan­ta falta de mim.
Esteban soltou uma gargalhada triste.
— Infierno! Que pensa que sou? Uma pedra?
— Um bloco de gelo — retrucou ela. — Muito reservado e disciplinado e orgulhoso de ser assim.
— Fui criado para ser forte e ensinado a nunca ser vulnerável frente a uma mulher. Os casamentos fra­cassados amarguraram meu pai e meu avô. Quando Anthony mudou, já era tarde demais para ele me in­fluenciar. Foi por isso que fez aquele testamento in­sano. Foi sua última tentativa de me persuadir de que se eu apenas me esforçasse e me arriscasse, poderia reescrever a história da família e acabar por conse­guir um casamento feliz.
— Bem... — Ela franziu o nariz para lutar contra a terrível vontade de chorar. — Sinto muito por essa esperança, mas pelo menos o Castello ainda está na família.
— Quero que saiba que eu já estava vindo para casa para vê-la quando Mike me ligou...
Um rubor de aflição assomou ao rosto dela.
— Por que vocês homens são sempre tão ligados?
— Talvez por medo — brincou Esteban em voz baixa, com os olhos presos aos dela. — Quando compreendi o tipo de acordo que você estava tentando fazer, fi­quei envergonhado. Logo entendi que eu a tinha in­duzido a isso.
María  o observava com olhos escancarado-se con­fusos.
— O que há com você? Por que não ficou satisfei­to? De que se envergonharia? Eu estava querendo as­sinar uma declaração de que jamais faria qualquer exigência sobre sua fortuna ou qualquer outra coisa que possuísse!
— Mas isso seria errado porque você tem todo o direito de compartilhar o que eu tenho...
— Isso lhe mostraria de uma vez por todas que eu não quero nem preciso de nada seu.
Esteban aspirou um pouco de ar e endireitou os om­bros largos.
— Acusei você de caçadora de dinheiro porque assim eu evitava enfrentar meu verdadeiro sentimen­to para com você.
As sobrancelhas dela elevaram-se.
— Não compreendo.
— Quando tive amnésia, acostumei-me a ter você por perto. Após recuperar a memória, fiquei furioso com você porque você me deixava desnorteado!
Aquela condenação franca fez o rubor aflorar às faces de María .
— Essa não foi minha intenção e não é assim que vejo o que aconteceu entre nós — protestou ela.
— Mas mudou tudo. Você tinha me enganado su­cessivas vezes e eu não confiava em minha capacida­de de entendê-la. Ainda assim queria você de volta e não apenas porque o sexo era maravilhoso.
María  aguçou os ouvidos com aquela confissão promissora.
— Mas você ficava satisfeito em me fazer pensar que era só isso.
— Eu estava escondendo que... eu estava... — Ele interrompeu o que queria dizer, enquanto levantava e abaixava os ombros em visível sinal de frustração.
— Você estava... o quê? — indagou ela.
— Estava apavorado. Sentia coisas que nunca ti­nha sentido antes e isso me assustava. Mas quando chegamos à Sardenha, eu já me sentia mais calmo, estava começando a relaxar e a acreditar em você de novo...
María  abriu os lábios secos.
— Então eu admiti que estava grávida...
— Mais uma vez você deixou de se abrir comigo. Podia ter compartilhado essa novidade comigo. Du­rante toda aquela semana tínhamos estado juntos, e estivemos mais próximos do que jamais estive com outra mulher. Entretanto, por todo o tempo você fi­cou escondendo o fato de que estava carregando nos­so bebê. Isso foi duro para mim, me fez inclusive pensar o que mais você poderia estar escondendo — confessou ele gravemente.
— Tive medo de sua reação.
— Eu precisava que você fosse honesta comigo. Você não foi e acabei perdendo a fé no meu julga­mento. Desse ponto em diante tudo ficou confuso...
— Você ficou confuso — corrigiu María  triste­mente. — Mas não culpo você por isso. Não é falta grave não ter planejado ter um bebê comigo, já que não quer ter um bebê...
— Mas eu quero, sim, muito, o nosso filho. Porém eu temia que você estivesse me enganando. — Esteban arfou com grave consternação. — Estive em conflito comigo mesmo desde então. Embora determinado a arcar com vocês dois, eu odiava a idéia de que você estivesse ficando comigo apenas por estar esperando um filho meu. Acha isso uma loucura?
— Não... Eu senti a mesma coisa — murmurou ela pesarosa.
— Eu estava me esforçando tanto para controlar a situação que acabei pondo tudo a perder — disse Esteban, estendendo as mãos num gesto que ex­pressava remorso sincero, que também aparecia em suas belas feições enrijecidas. — Acabei acusando você de coisas que nem sequer acreditava que fossem verdadeiras. Eu sabia que o filho era meu, mas não queria que você percebesse que havia me ferido, en­tão quis ferir você primeiro.
Diante dessa surpreendente confissão, María  ten­tou ouvir com uma atenção ainda maior. Ela o havia ferido? Teria ele realmente dito isso?
— Estive lutando contra o que sinto por você des­de então e não posso mais fazer isso — admitiu Esteban com voz rouca. — Estava furioso por não conseguir controlar meu desejo por você. E me refugiei no sar­casmo. É um péssimo mecanismo de defesa.
— Eu não suportaria outra vez...
— Não vai acontecer de novo — retorquiu Esteban apressadamente. — Todas essas coisas são novas para mim e por isso foram muito difíceis. Você acha que pode me dar uma outra chance? — Esteban pegou as mãos fechadas dela. — Por favor...
— Eu não quero um homem que está apenas se aproveitando de mim — confessou ela, com um solu­ço. — Ou um marido que acredita tanto que eu sou uma cidadã de segunda classe que tem que lutar até para acreditar em mim...
— Não é verdade. Se se tratasse apenas de sexo, eu não teria me envolvido na situação dessa maneira. Sexo não é um problema para mim... O que é difícil são todas as outras coisas a que não estou acostuma­do. Não percebe o quanto você é importante para mim? — Esteban segurou com força as mãos de María , dirigindo a ela um olhar brilhante de intenso apelo. — Você disse isso na Sardenha. Disse que eu havia estado muito feliz vivendo nosso casamento de conto-de-fadas. E você estava certa... Eu realmente nun­ca havia estado tão feliz.
María  ficou tão deslumbrada com essa confissão que sentiu-se emocionada. Ele continuou:
— Então você deve poder imaginar como me senti quando o conto-de-fadas mostrou-se mera fantasia. Eu pensava que você me amava. Tinha me habituado a gostar dessa idéia...
— Realmente? — Sua voz veio quase que num chiado.
— Eu me apaixonei por você. Mas como nunca havia me apaixonado antes, não conseguia infeliz­mente saber o que havia de errado comigo...
— O que havia de certo com você — corrigiu María  com uma aflição impotente, apegando-se ansio­samente a cada uma das palavras dele.
— Bem, eu não achava certo no início — afirmou Esteban comovido. — Você estava atrapalhando meu trabalho...
— Oh, querido... — disse ela perturbada. — Isso aconteceu?
Esteban parecia muito sério.
— Às vezes ficava pensando em você até durante reuniões importantes.
— Isso é mais do que eu jamais poderia esperar. — Com lágrimas nos olhos, María  colocou os braços em torno do pescoço dele. — Eu o amo também. Eu o amo intensamente e vou fazer você muito, muito feliz.
— Você me faz sentir tão bem, amore mio — sus­surrou ele, em um tom rouco.
— Está vendo? Me amar não é ruim — disse ela calorosamente.
— É sim, quando você desaparece e ameaça me deixar — discordou Esteban.
— Eu nunca mais desaparecerei e também, não importa o quanto você me deixe louca, nunca mais ameaçarei deixá-lo de novo — prometeu ela solene­mente.
— Acho que de alguma forma eu sabia, quatro anos atrás, que você podia ser muito perigosa para o estilo de vida de solteiro de que eu tanto gostava, cara mia.
— Eu era, naquela época, um pouco imatura para você. Mas me apaixonei por você desde a primeira vez em que o vi.
— Eu nunca tinha admitido isso nem para mim mesmo, mas fiquei fortemente atraído por você. Foi por isso que continuei voltando ao salão. — Ele a beijou de novo e os olhos dela se fecharam sonhado­ramente. — Quando fizemos aquela cerimônia de ca­samento, porém, eu já não podia confiar em mim mesmo ficando perto de você...
— Sério?
— Sério. Casando com você, não haveria mais im­pedimentos para mim. Entretanto, fiquei levando co­migo a sua fotografia na minha carteira durante qua­tro anos — sussurrou Esteban, se lamentando.
Com seu rosto parecendo ter­no, ele dirigiu seu olhar para baixo, em direção a ela, com imensa paixão.
— Eu adoraria vê-la usando um vestido de casa­mento para mim. Nós precisamos comemorar mais essa ocasião. Devíamos renovar nossos votos e fazer nosso casamento ser abençoado.
— Eu adoraria... — murmurou ela, profundamente emocionada. — Mas você vai ter que esperar até que o bebê tenha nascido.
— Nada disso — opôs-se Esteban, sem hesitação.
Onze meses depois, María  e Esteban renovaram seus votos de casamento em uma aconchegante e pequena capela a pouca distância do Castello San román.
María  carregava um buquê de rosas amarelas e usava um belo corpete de brocado vazado combinado com uma saia leve. O feliz casal só tinha olhos um para o outro. Uma refeição soberba e uma festa ani­mada seguiram-se à cerimônia. As amigas mais pró­ximas dela, Pippa e Tabby, compareceram com os maridos, Andreo e Christien. Mike e Jéssica Newton participavam da mesa principal. A irmã dela, Ângela, também estava presente. O convidado de honra foi sem dúvida Pietro, o menor e mais novo membro da família San román. Mas aos três meses, ele não se liga­va muito para festividades e dormiu quase todo o tempo.
Mais tarde, naquela noite, María  colocou seu bebê no berço, no lindo quarto que ela havia se divertido em preparar esmeradamente para ele. Seu filho tinha o cabelo escuro do pai e um sorriso adorável que fa­zia com que ganhasse muitas atenções. Nisso ela achava que ele era também parecido com o pai.
María  achava difícil acreditar que ela e Esteban já tinham quase completado seu primeiro aniversário, em termos não-oficiais, e sorria consigo mesma sa­boreando aquela sensação de segurança e realização. Eles passaram um longo tempo no Castello, onde o ritmo de vida era mais lento e relaxante. Esteban tinha passado a viajar menos durante a gravidez dela e a mimara perdidamente.
— Que beleza... — falou Esteban, com voz rouca, a alguns passos de distância.
María  dirigiu um olhar orgulhoso para o filho adormecido.
— Acho que podemos dizer que ele é um bebê muito bonito, não é?
Esteban passou os braços em torno da esposa e voltou o rosto dela para ele.
— Não era a Pietro que eu me referia, amata mia.
— Não?
— Você parecia incrivelmente linda hoje. Fiquei tão orgulhoso por ser minha esposa... — Sua profun­da fala arrastada demonstrava uma satisfação que não podia ocultar. — Você se deu conta de que essa é a noite de núpcias que nunca tivemos?
Os joelhos de María  tremeram e ela se recostou nele, buscando sem timidez o calor inebriante dos lábios dele. Com uma espécie de grunhido sensual de correspondência, ele a beijou antes de carregá-la pelo corredor até o quarto do casal.
— Ainda me ama? — sussurrou ela, arfando de excitação.
— Eu a amo cada dia mais.

Repleta de alegria no coração, María  retribuiu es­sas palavras amorosas estendendo seus braços aber­tos para Esteban e atraindo-o para si...




Escrito por: ~ Vickitoria

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