Amantes por vingança Capitulo 16

Capítulo 16








Maria ficou sem palavras, custou bastante para ela racionar, voltar a si Será que ela havia ouvido bem?
-Oque? O que disse? - Le preguntou atordoada
Ele le deu as costas, lamentou naquele momento ter dito aquilo.
- O que ouviu! – respondeu o Conde.
Maria colocou as mãos na cabeça e se sentou no sofá, ela ficou emocionada, não sabia explicar.
- Você me ama?
-Sim
- Deus, não é possível. - Sussurrou María
Esteban virou-se furioso.
-Como não é possível? Como você se atreve a falar isso, depois de tudo que sofri.
- Não posso ... Acreditar.
Ele caminhou até um cofre que tinha na sala, abriu e tirou de lá um saco, e jogou tuso o que tinha dentro do saco nos pés de Maria, 2 cartas, um desenho como uma foto de Maria, e varias outras coisas, tudo ele entregou a ela.
Maria quase desmaiou quando viu seu retrato desenhado.


- Meu Deus.
- Essas são cópias de cartas que te mandei um dia.
Ella as abriu e as leu. O Meu Deus, eram as mesmas cartas que Geraldo um dia le deu.
- Foi você quem escreveu isso? Mas... mas.. – Ela não pôde terminar
-Sim, eu as escrevi fazem 3 anos, e um momento de desespero, porque seu pai havia se negado a me dar sua mão em casamento. Eu sei que você nunca as recebeu, porque depois seu pai me mandou uma carta de volta, dizendo que não continuasse te importunando com baboseiras, caso contrario mandaria que me matassem por ser atrevido.
Ella ficou ainda mais atordoada, ele havia pedido sua mão em casamento a seu pai.
- Você queria se casar comigo?
- Sim Maria. – Esteban a olhava com olhar desesperado cheio de lagrimas que já começavam a escapar, seus olhos verdes agora estavam transparentes para que Maria pudesse ver o que realmente se passava dentro do tão temido Conde Sanroman
- Sim Maria.
- Eu nunca soube de nada disso. – Maria falou levando as mão ao rosto. –Mas as serviçais falaram que você amava outra.
 -Elas se referiam a você Maria, só a você não entende. Elas estavam fofocando.
-Quando você passou a me amar? Ela sussurrou com um esforço sobre-humano para conseguir falar.


Ele suspirou, com um leve soluço engasgado na garganta, e depois respondeu.
- Uma dia eu estava em minha carruagem, então vi você saindo de uma loja vestidos. Eu fiquei impressionado com a sua beleza e te desejei só pra mim, para que fosse minha esposa, a mãe de meus filhos. Aquele dia em que eu me aproximei de você eu juro Maria, queria fazer tudo na melhor formalidade, mas quando falei com seu pai ele me humilhou por eu ser um bastardo.
 -Meu Deus.
 -Então foi por isso que te mandei cartas, para ver se você poderia se apaixonar por mim e depois se convenceria de casar-se comigo, seu pai as pegou e segundo fiquei sabendo por ele mesmo, ele as queimou.
- Não, não as queimou – Maria disse, se dando conta naquele momento do que realmente aconteceu na realidade – Ele deu para Gerardo quando ele ainda me cortejava, para que ele as editasse e entregasse a mim como se ele mesmo tivesse escritos e desta forma foi conseguindo minha aprovação. Eu a principio não desejava ter nada com Gerardo, Esteban, mas logo eu fui me amolecendo, agora entendo porque as cartas me faziam sentir tanto amor. Irônico que um dia você mesmo destruiu uma.
- Eu?
- Sim. Naquele dia que você voltou da rua, eu estava lendo a carta e tinha uma palavra que você já havia me dito uma vez, e me senti meio confusa mas nesse momento você entrou no quarto a fez pedaços.
- Eu... Esteva com ciúmes Maria. – reconheceu ele envergonhado – Desculpe-me por haver-ter insultado nesse dia, de maneira tão horrível. 
As lagrimas caíram dos olhos de Maria.
Quanto mal nos fizemos Esteban. Meu Deus, você deveria ter me falado, falado que me amava, e que não podia entrar nesse pacto, porque te machucava fazer isso.
- Como eu poderia não aproveitar a oportunidade de ter comigo, na mesma cama? Sem bem que você chegou em minha casa uma semana antes do previsto.
- O que?
- Eu ia te sequestrar Maria. Nunca permitiria que você se casasse com Gerardo, porque eu ia te roubar pra mim, na manhã do seu casamento. Nancy me disse que você viu os quatro homens que foram até em casa n outro dia, bom eles iam me ajudar, por isso se surpreenderam quando te viram em casa.
Maria então ligou as peças. Esses homens apareceram por la, no mesmo dia em que ela ia se casar com Gerardo. E eles mencionaram algo de um retrato.
Este retrato que você acaba de me dar é o retrato ao qual eles se referiam?
 - Sim. – respondeu Esteban.
- E quem o desenhou?
- Eu mesmo o desenhei, fantasiando contigo. Nunca deixei que ninguém o visse. Mas com aqueles homens tive que abrir uma exceção. Eles tinham que saber a quem sequestrar
- Esteban... Perdão por todo mal que eu te fiz sentir, com razão você ficou tão mal quando te menti dizendo que não era mais virgem.


Ele baixou a cabeça, e reconheceu humildemente.
- Sim... me senti destruído, não podia acreditar que aquele maldito tinha te tocado, eu juro que nesse dia tive vontade de ir até a casa dele e mata-lo.
- Me perdoa por favor Esteban. – Suplicou Maria afetada com aquela situação. – Eu te falei que isso, porque você estava me chamando de imatura, e eu só queria mostrar que eu era uma mulher.
- Já não tem importância.
Maria cobriu o rosto com as mãos, e lembrou de tudo até aquele dia. Lembrou daquele dia em que ela beijou Esteban na presença de Gerardo, e Esteban saiu depressa deixando-a só, e quando ela foi até a carruagem ele estava estranho.
Também se lembrou de quando Nancy a disse – Nunca pensei que meu senhor conseguiria. – Aquelas palavras que ela não entendeu no momento em que foram ditas, agora faziam sentido.
Deus, a verdade sempre esteve diante de seus olhos e não se dava conta.
- Esteban. Me diga, aquelas roupas que me deu, foram feitas para mim não é?
Ele olhando-a no olhos le respondeu.
- Sim, eu mandei fazê-las para você, para quando eu te sequestrasse, eu só não imaginei que você chegaria em minha casa sozinha.
Ela então desabou em lagrimas, levantando-se o abraçou.
 - Perdão... Esteban... perdoe-me por Deus.
- Não se preocupe eu já te disse meu amor.
Ela sorriu com sinceridade.
Então por isso naquele dia em que você se embebedou me chamou de meu amor, e pediu para que eu te acariciasse. – E chorando continuou. – Você disse que havia sonhado com isso meu Deus... Como pude não me dar conta disso.
- você não poderia advinhar, você não tem culpa. – Ele disse, tentando demonstrando pouca importância aquilo.
- Mas porque você não me disse? Porque?
- Você amava o Gerardo, como eu iria dizer que te amava? Não queria sua pena.
- Esteban...
- Já... não diga nada. – Ele disse enquanto caminhava até a porta. – Agora entende porque não vou permitir que você se vá do meu lado, quero que esteja sempre comigo Maria, e nunca escapará de mim... ainda que... Não me ame.
- Mas eu te amo sim Esteban. – Maria gritou com todas as forças.
 Ele ficou parado por uns segundos de costas para ela.
- O que você disse? – Ele falou enquanto girava.
 - Que te amo Esteban, te amo, te amo, te amo, com todo meu coração, com todas as minhas forças, eu te amo Esteban – Maria falou em meio a lagrimas de emoção.
Esteban ficou pasmado, desnorteado por alguns instantes.
- Mas você ama ele... Ele – insistiu quando conseguiu falar algo. – Olhe Maria, se você esta falando isso porque se sente culpada...
- Quantas vezes eu terei que repetir que eu NÃO AMO O GERARDO SALGADO, e não não estou dizendo isso porque tenho peno de você, ou porque me sinto culpada de algo, te falo porque é a verdade Esteban. Te amo.
Esteban fechou os olhos, tentando se controlar.
- Me ama? – perguntou ele, a beira de cair em choro.
- Sim, Esteban. Te amo, te adoro, te desejo você é meu homem.
Ele ficou em silencio um instante e Maria o viu chorar de forma que seu rosto se transforou de um maldito Conde. Para o rosto de um ser humano, de coração puro. Mesmo ele escondendo rapidamente o que deixara transparecer com a mão nos olhos. 
- Mas você você me disse, que não sentia nada por mim, que nossa relação era só de negócios e sexo. – disse ele com um nó terrível na garganta.
Maria já estava em lagrimas. Respondeu para ele.
- Fabiola, a sua cortesã, me alou que você não gostava de compromissos, que suas relações eram só físicas, e não emocionais, e que se uma amante sua, sonfessa-se que te amava, você se desfazia dela. E eu... eu... tinha medo que você fize-sse isso comigo.
- Maldita mulher. – Resmungou Esteban – Maria... Ela sabia eu eu estava apaixonado por vocês.
- Sim, agora vejo que não era conveniente para ela, que eu te dissesse o que sentia por você.
- Mas você amava aquele mequetrefe? Em que momento seus sentimentos mudaram, que eu nem se quer me deu conta?
- Na realidade não sei quando começou a mudar. Quando eu estava contigo, pensava pouco em Gerardo, depois quase todos os meus pensamentos, se voltaram só para vocêm, também sentia ciúmes, das mulheres das casas que você frequentava. Eu te falava que tinha raiva por que tinha medo de que elas te passassem algum mal, e você transmitisse para mim. Mas quando fomos ao clube, me dei conta da verdade quando Gerardo me...
- Gerardo te... o eu Maia? O que ele fez?
Maria não sabia se seria bom falar a Esteban naquele momento, mas estavam de coração aberto se confessando.
- Me beijou.
- MALDITO, VOU MATA-LO – gritou Esteban.
Ela então o agarrou pelo braço e disse.
- Eu não senti nada, além do mais me deu nojo, e então entendi que só queria seus beijos, e nem um outro.
- Maria... como não nos demos conta de que sentíamos o mesmo um pelo outro? – sussurrou Esteban.


- Obviamente porque pensávamos nas coisas de modo diferente.
Esteban a abraçou.
- Fala de novo Maria. Diz que me ama. – ele acariciou seu rosto – Diz por favor, eu sonhei tanto com esse momento.
- Te amo, te amo, te amo, te am....
Esteban de forma impulsiva a beijou, suas bocas se chocaram com carinho e com força. Maria sussurrou que o amava, ainda com os lábios colados, e Esteban respondeu da mesma forma, você é meu sonho meu amor.
- Sim, meu amor.
Ao escutar Maria falando aquilo, Esteban lembrou que um dia, quando estavam fazendo amor, Maria disse isso a ele, e não pensando em outro, que idiota se sentiu.
Esteban suspendeu Maria, e ela o agarrou com as pernas. E caminhou até a porta.
- Onde vamos?
- Ao quarto, quero demonstrar o muito que te amo.
- Maria ainda não conseguia acreditar, Esteban a amava, desde o dia em que a viu, e ela pensando que ele só a queria para sexo. E na realidade eles sempre fizeram amor.
Quando Esteban chegou ao quarto colocou Maria na cama.
- Diz de novo? Diz outra vez eu me ama. – Ele pediu enquanto tirava suas roupas.
- Te amo meu amor. – Maria falava, enquanto o admirava o quão belo era seu amado.
Ele ainda não podia acreditar, ela o amava. Amava ele.
- Eu te amo, Maria, durante todos estes anos você tem sido o que mais desejei para mim no mundo.
- Pois bem. Aqui estou, sou sua, faz comigo, o que você quiser. – Maria disse enquanto foi para cima de Esteban. 
Ele enlouqueceu com aquelas palavras, então a virou de volta a cama, e caiu sobre ele.
Eles então pela primeira vez fizeram realmente amor.

... Esteban pediu permissão a Maria para poder desabotoar seu vestido, e entre beijos e caricias por todo seu colo, ele a despiu por inteira. Ele então se colocou sobre ela, quando ele estava a ponto de penetrar sua amada, ela o afastou com as mãos, e ele se surpreendeu. – Não Esteban, deite-se. – disse Maria. Seu amado a obedeceu e ela então se colocou sobre ele. Esteban a olhava, e imagina com que lápis poderia desenhar as curvas daquele corpo tão perfeito, só para que eternizasse aquele momento.
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- Te amo Esteban – disse Maria mais uma vez quando terminaram de se amar.
-Eu também meu amor, respondeu Esteban, acariciando a barriga de Maria, onde crescia o filho daquele amor.
- Obrigada, por fazer-me o homem mais feliz da face da terra.
Ela sorriu, e acomodou a cabeça no peito de Esteban.
- Você também me faz a mulher mais feliz do mundo meu amor. – Ela então o beijou e em seguida ela perguntou.
- Esteban, diga-me, porque você disse que um dia eu também te chamei de bastardo?
Ele pensou um pouco, mas depois respondeu.
- Seu pai me disse quando me mandou a carta, disse que você tinha uma própria opinião sobre mim, e que sempre ria de mim por ser um bastardo. Por isso me afastei de você quatro meses mais tarde, aceitei um negocio no estrangeiro.
- Eu nunca disse nada mal de você nem se quer entendo porque te chamam assim, Esteban a acariciou o cabelo.
- Esquece isso.
- Esteban, no dia em que nos conhecemos, você foi muito grosseiro comigo, porque pensava que eu havia dito essas coisas de você?
Aquele dia, Maria estava sendo apresentada a sociedade, era um ano importante, mas Esteban ignorou a dona da festa, dançando com todas as damas daquela noite, menos com Maria. O que a deixou furiosa.
- Você ainda se lembra disso? – Esteban sorriu nostálgico.
- Claro, nunca esqueci. Assim como também não esqueci o eventos seguintes a este em que você sempre me olhava com desdém.
- Você lembra do dia em que eu tropecei com a marquesa de Vankorberth? Você me ajudou, mas depois riu de mim, e me disse que era uma menina tonta.
- Era uma maneira de defender-me Maria eu estava louco por você, e eu pensava que você não se importaria. Até viajei a china, mas nem alí pude te esquecer. Eu via as asiáticas de costas e algumas até me lembravam você.
Ela sorriu.
- Ta bom. Não me fale essas coisas, eu sou muito ciumenta.
- Não meu amor. Não sinta ciúmes, nem uma das mulheres com quem estive em minha solidão vazia, me fizeram sentir como você.
- Ah sim, como esquecer das suas MUITAS amantes. – ela disse um pouco afetada.
- MMm tem razão, você é muito ciumenta. Mas não tema, você é a única mulher que consegui aprisionar meu coração.
Maria derretida com aquelas palavras, levantou a cabeça, e segurou o rosto de Esteban e o beijou. Esteban fez um som de satisfação.
- Que deliciosos são os lábios da futura condessa Sanroman
Ela sorriu, e Esteban a agarrou em um abraço se colocando em cima dela, que por sua vez afastou as pernas para recebe-lo.
Maria depois de faserem amor, o abraçou, eali ficaram, dormiram saciados totalmente. Seus corpos nús ficaram emaranhados formando uma figura erótica em cima da cama.




Continua...

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