Meu Pesadelo No Diário - Capítulo Único


Palavras da autora: Oi gente, voltei!! Sou eu, a “Raymunda” lembram? Pois é, estou de volta! E trago mais uma nova história para vocês. Esta não será como as outras, não será de comédia, mas sim de romance. Não sei se sou tão boa em escrever coisas sem humor, bem, serão vocês quem me darão a nota. Desfrutem e não esqueçam, os seus comentários, críticas e elogios são o que me ensinam e me motivam a escrever com mais qualidade.

 

Meu Pesadelo No Diário

Bem, como vocês já devem imaginar eu sou Maria, sim, a esposa do Estevão Sán Roman, estou à escrever aqui em meu diário, (que isso não é coisa apenas para crianças ou adolescentes como a maioria pensa) coisas estranhas que tem me acontecido. Desde que voltei, que saí da prisão, que reconquistei meus filhos, fiz as pazes com o Estevão e o Demétrio foi preso, sinto algo estranho dentro de mim, como se eu soubesse que algo ruim estaria pra acontecer.

Naquela manhã acordei e coloquei minhas mãos ao lado da cama para encontrar Estevão, eis então a surpresa! O lado esquerdo da cama estava vazio! O aperto no meu peito foi mais profundo, mas tudo ficou mais calmo quando o vi saindo do banheiro.

Maria: Bom dia meu amor! (corri e o abracei, como se aquele fosse o ultimo abraço que estaria dando nele).

Estevão: Bom dia minha vida! O que tens? Está bem? (Droga, ele havia percebido a intensidade do meu abraço!).

Maria: (apenas fiquei em silencio, não sabia o que lhe dizer. Não queria dizer que estava sentindo algo ruim, não queria que ele ficasse preocupado ou que debochasse de mim por estar tendo esses pressentimentos malucos).

Estevão: Maria? Pode responde minha vida, não vou te criticar, nem nada, apenas vou te ouvir e te entender!

Maria: Não é nada meu amor, eu estou perfeitamente bem! Eu te amo! Amo mais que a minha própria vida!

Estevão: Eu também te amo muito meu céu. (ele se aproximou e me deu um pequeno beijo nos lábios, foi um beijo simples e de curta duração, mas que demonstrou muito mais do que mil beijos de tirar o fôlego).

Depois disso, Estevão desceu e foi trabalhar. Eu não queria trabalhar hoje, estava indisposta, a minha gravidez estava consumindo meu tempo e minhas forças.

Sim, eu estou grávida, de GEMEOS! As vezes, eu tenho a impressão de que meus filhos já nasceram, que é uma menina, de nome Victoria, e um menino, de nome César. Coloco minhas mãos na barriga e então percebo que não passa apenas de uma leve impressão, por que meus pequenos ainda estão dentro de mim.

Logo Estrela aparece na porta do quarto e direciona-se à mim.

Estrela: Bom dia mamãe! (ela sorria para mim com tanto amor, que me deixava infinitamente feliz).

Maria: Bom dia minha pequena princesa!

Estrela: E meus irmãozinhos? Como vão? Estão se comportando ai dentro?

Maria: (sorri delicadamente) Sim, são uns verdadeiros anjinhos.

Estrela: Que ótimo então! Ahh, mãe? Queria pedir-te algo, posso?

Maria: Claro que sim meu amor! O que queres?

Estrela: Eu queria saber se a senhora poderia me emprestar um dos teus cartões de crédito! Bom, os meus estão todos numa bolsa, porém, não tenho a mínima ideia de onde ela possa estar. Marquei de encontrar-me com a Maggí no shopping, provavelmente ela já deve estar lá a minha espera.

Maria: Claro que posso minha vida! Pega minha bolsa no closet sim? Escolhe qual queres e pegue-o. E cuidado com o excesso está bem?

Estrela: Certo mamãe, muito obrigada! (Me abraçou tão forte, que eu senti o mesmo aperto no peito que senti com Estevão, como se aquela fosse a ultima vez que estivesse abraçando minha filha).

Ela havia pegado o cartão e saído, bom, eu estava sozinha na mansão! Heitor havia saído cedo com Vivian à passeio, Carmem estava morando com Ângelo e Alma, Alba já estava morta, então eu estava praticamente sozinha, pois os únicos que ainda circulavam pela casa eram os empregados.

Então resolvi rever algumas fotos antigas, do tempo que éramos crianças. Procurei por todo o quarto, para tentar descobrir onde estava guardado o álbum de fotografias, até que finalmente o encontrei. Comecei a ver, e na minha primeira foto já havia me emocionado. Éramos em 6, Demétrio, Bruno, Estevão, Daniela, Fabíola e eu.  Nesse tempo, Estevão já era herdeiro total das Empresas Sán Roman, afinal, ele era filho único e seus pais não tinham ninguém mais, além dele, para deixar as Empresas.

Com o passar das fotos no álbum, deparei-me com uma foto de quando Estevão e eu éramos namorados. Bem, foi ali onde todos os problemas começaram. Fabíola e eu éramos amigas inseparáveis, até Estevão e eu começarmos a namorar, ela amava Estevão tanto quanto eu o amo, o único problema era que foi à mim que Estevão havia escolhido para amar, e Fabíola não aceitava isso.

Algum tempo depois, Estevão descobriu que Bruno estava afim de mim e que Daniela, mesmo sabendo que Demétrio namorava a sua irmã Sophia, tinha se deixado levar pelo sentimento, e se apaixonou por Demétrio. Nada mais ali fazia sentido, nós éramos tão amigos, e a partir de um relacionamento tudo mudou, passamos a ser estranhos uns para com os outros.

Fabíola já não falava comigo, apesar de todos os meus esforços para recuperar a nossa amizade, de nada valia. Ela dizia que eu havia roubado o Estevão dela, que eu sabia que ela o amava e que mesmo assim fui atrás dele. Bem, isso não era totalmente verdade. Sim, eu sabia que ela o amava, mas eu também o amava, não poderia simplesmente abrir mão da minha felicidade. Mas eu não fui atrás dele, ele que veio até mim, por que eu sabia que ela gostava dele, então eu resolvi esperar e saber de quem ele gostava, e como ele veio até mim, eu não pude recusá-lo, eu o amo demais, jamais teria dito que não a ele, mas se ele tivesse ido até ela, eu entenderia.

Mas Fabíola não entendia assim, ela continuava a pensar que eu havia o roubado dela. Tudo tornou-se concretamente pior, quando Estevão me pediu em casamento, ai de ex amigos, passaram a ser meus inimigos, foi ai que os verdadeiros problemas começaram. Lembro-me como se fosse ontem.

Lembranças Maria ON:

Fabíola: Como assim você vai casar com o Estevão? Está louca Maria?! Você não pode fazer isso!

Maria: Desculpa Fabíola, mas eu o amo tanto quanto ele a mim, não vejo mal nisso!

Fabíola: Como assim não vê mal nisso? Roubar o namorado da amiga é uma coisa normal?

Maria: Não, não é! Mas eu não te roubei nada Fabíola! Ele que me escolheu e eu, assim como você, também o amo e não poderia dizer não para ele. E além do mais, vocês nunca foram namorados, sempre foram apenas amigos, que agora nem isso é mais, porque você decidiu acabar com a sua amizade com ele e com a nossa!

Fabíola: Ahh, agora a culpada sou eu?! Maria, você sabia que eu o amava, fez isso de proposito! Fez tudo isso só pra tentar se mostrar melhor que eu, mas você não vai conseguir! Porque eu vou fazer o Estevão abrir os olhos e ver que você não é que ele pensa.

Maria: Do que está falando Fabíola? Estás a me ameaçar?

Fabiola: Não querida amiga, estou apenas te alertando, porque uma hora ou outra, o Estevão vai perceber quem você é de verdade! Isso não ficará assim Maria, guarde minhas palavras!

Lembranças Maria OFF.

Nossa, aqueles dias foram um verdadeiro inferno, não só para mim, mas também para o Estevão. Porque além de ter nossos “amigos” contra o nosso relacionamento, tínhamos também a Alba e o Evandro. Que por sinal, Evandro também me desejava.

Passei mais algumas fotos e finalmente encontrei! As fotos do dia do meu casamento com o Estevão. Bem, pelo menos as fotos do nosso primeiro casamento. Éramos jovens, mas transbordávamos de felicidade. Os nossos queridos “amigos” deram, digamos que uma “trégua”. Fabiola estava namorando com Bruno, por puro despeito, e Daniela havia começado um relacionamento com Demétrio logo após a morte da sua adorada irmã, o que me deixava bastante intrigada.

Estevão e eu nos casamos e saímos de lua de mel, foram as melhores semanas de toda minha vida. Foi tudo muito perfeito! Havíamos viajado para a Itália! Foi, simplesmente, a lua de mel dos sonhos de qualquer mulher recém-casada.

Então passemos mais algumas fotos, e BINGO! Havia chegado nas fotos daquele maldito dia. Aquela viagem que estragou 20 anos da minha vida!

Eu queria continuar olhando as fotos, porém fui interrompida, uma tremenda dor na barriga me pegou de surpresa. Jamais havia sentindo tamanha dor parecia que o mundo estava acabando, mas não era qualquer dor, era na minha BARRIGA, onde estavam os meus amores. Putz!! Os GEMEOS!! Eu não podia deixar nada acontecer com eles. Eu morreria se algo ruim se passasse à eles.

Tentei me mover o mais rápido que pude até o telefone, disquei o número do escritório do Estevão, logo ele atendeu.

Estevão: Alô?

Maria: Estevão meu amor, por Deus, ajuda-me!

Estevão: Maria?! Por Deus, Maria, o que você tem?

Maria: Não faça perguntas Estevão! Apenas corre para casa, ou você poderá perder sua esposa e filhos. Assim que chegar, explico-lhe tudo.

Estevão: Acalme-se Maria! Chego ai o mais rápido que puder! Mas por tudo que é mais sagrado, aguente firme!

Desligamos os telefones. Aquela dor estava me sufocando, já não estava mais aguentando, quando de repente, baixei minha visão e vi sangue escorrendo pelas minhas pernas. Entrei em pânico! Eu estava perdendo meus filhos! Não queria acreditar naquilo, mas eu estava vendo acontecer, rezava para que Estevão chegasse logo. Eu lutava para resistir, lutava ainda mais pela vida dos meus pequenos anjos, lagrimas escorriam pelo meu rosto só de pensar no pior.

Senti um pequeno alivio quando vi Estevão entrar com tudo no quarto. Pegou-me nos braços e desceu as escadas rapidamente. Eu estava perdendo a consciência, apenas ouvia a voz de Estevão que me dizia insistentemente:

Estevão: Maria minha vida, por favor! Não dorme, por mim e pela vida dos nossos filhos!

Sim, era por eles que eu ainda resistia. Não podia me dar por vencida e deixar meus filhos morrerem. Ele me colocou no carro e pisou fundo, em rumo ao hospital. E então no caminho, o pior aconteceu!

Estevão estava em alta velocidade, e não viu uma carreta que vinha na contra mão, o carro colidiu! Descemos pelo barranco, capotando diversas vezes, e quando chegamos ao final, eu já estava inconsciente, havia apagado.

Quando acordei, estava no hospital. Como? Perguntava-me sempre. Até que um médico apareceu e eu resolvi perguntar.

Maria: Doutor, o que aconteceu?

Doutor: O carro em que a senhora estava colidiu com uma carreta, vocês desceram o barranco completo, estavam muito feridos, por pouco a senhora não morreu.

Maria: (comecei a ficar nervosa, meu coração palpitava! A maldita sensação ruim). E meu marido?! Responde-me! E... e meus filhos, Doutor? Eu estava grávida e...

Doutor: Eu sinto muito!

Maria: (comecei a chorar desesperadamente) Como assim sente muito?! O que aconteceu?

Doutor: Seu esposo veio a óbito no local do acidente e seus filhos faleceram aqui no hospital! Tivemos que fazer um parto as pressas, infelizmente não conseguimos salvar mais do que a vida da senhora. Eu sinto muito pela sua perda!

Maria: Não, não, isso não está acontecendo, eu não posso acreditar! Nãããããããããããooooooooo! (Chorei incansavelmente).

Logo Estrela e Heitor souberam da notícia e correram para o hospital, me encontraram em estado crítico. Eu vivia apenas fisicamente.

O tempo passava, algumas semanas pra ser mais exata, mas aquela dor não saía do meu peito. Eu havia emagrecido muito nesses últimos dias, eu estava pesando menos que a Estrela. Que absurdo! Eu não tinha mais vontade de viver, tudo havia sido destruído mais uma vez.

Já não suportando mais aquela dor, decidi dar um fim a tudo. Peguei um bisturi e cortei meus pulsos. O sangue escorria por meus braços, estava novamente perdendo a consciência, assim como no dia do acidente. Ainda cheguei a ver Estrela entrar no quarto desesperada e gritando aos quatro ventos que eu estava morrendo.

Bem, a partir desse ponto, já não me lembro mais de absolutamente nada. Provavelmente eu deveria ter morrido mesmo. Não sei o que aconteceu a mim mesma! Nossa, outro absurdo!

Vocês devem estar se perguntando como eu pude depois de morrer, estar aqui, e escrever essas paginas do meu diário. Vou contar-lhe o resto da historia.

A partir do momento que eu apaguei, que parecia que eu havia morrido, bom, eu não havia morrido de verdade. Naquele instante eu acordei desesperada, chorava incansavelmente, me joguei para o lado da cama e encontrei Estevão. Dormindo como um anjo! Então passei as mãos pela barriga e vi que ela estava lisa. Meus filhos!

Corri para o quarto que seria dos bebês. Surpresa! Eles estavam lá! Minha princesa Victoria e meu príncipe Cesar. Eles estavam bem, e assim como Estevão, dormiam feito anjos.

Voltei para o quarto, sentei na cama ao lado do Estevão, olhei para o nada e disse em voz alta.

Maria: ufa, foi só um pesadelo!

Peguei uma caneta e resolvi escrever o Meu Pesadelo No Diário.

 

FIM.

Escrito por: Raymunda.



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9 comentários:

Geovanna Ruffo Évora disse...

Cara que perfeição!!!! Me deu um baita de um susto... Ufaa depois que vi que a Maria tava tendo um sonho fiquei aliviada... Quero mais!!!! *.*

Unknown disse...

Me mata logo, quase morri aqui, meu Deus mais que escritora louca, mais ficou perfeita a historia, mais quase morri de susto,mesmo assim continuaaaaaaaaaaa com suas fics,são perfeitas, mesmo de comedia ou romance,são ótimas

Thays bruna disse...

Ai levei um susto mais ainda bem que era so um sonho por favor continua a escrever esta otimo.Parabens!!!

Anônimo disse...

Nossa QUASE morro de um infarto, lendo, isso..!
muito bom.. aff não faça mais isso da próxima eu me vou kkk
adorei continua a postar mais flor, você escreve bem e tem ótimas ideias..

Anônimo disse...

Obrigada pessoal! Assim que tiver outra boa ideia escreverei siim *-* e como disse antes de começar o capítulo, são suas críticas e elogios que me fazer escrever melhor ;) beijos e até o próximo capítulo
By: Raymunda

Anônimo disse...

Nossa to mei um susto.
Vc escreve muito bem

Unknown disse...

Aiiiiii verdade nos mata logoooo...
Que final arrebatador ufaaaa !Gtscas a Deus que foi um Pesadelo.

Anônimo disse...

Kkk Foi só pra dar um suspense e um "tcham" na história *--*

Anônimo disse...

By: Raymunda