Ne Me Quitte Pas - Capítulo único
Passavam-se das 19h00min quando
Estevão e Maria acabavam de chegar das empresas San Roman. Maria subiu
diretamente para seu quarto e Estevão, apressado, foi atrás de sua esposa. Ela
foi mais rápida e trancou as duas portas de seu quarto.
Estevão - Abre essa porta
Maria.
Maria - Sai daqui Estevão.
Já disse que por hoje já deu. Não quero te ver. Não quero escutar suas mentiras.
- gritava dentro do quarto
Estevão - Maria, meu amor.
Maria - Me deixa Estevão. Deixa-me
pensar. Ficar sozinha.
Estevão - Eu não tive culpa,
Ana Rosa beijou - me, não me dei conta.
Maria com raiva abriu a
porta de acesso e se afastou - Daqui a pouco vocês dois estariam na cama e você
não se daria conta Estevão.
Estevão foi chegando mais perto
- Está com ciúmes minha vida?
Maria - Não se aproxime. -
se afastando de Estevão - Não estou com ciúmes, mas você é meu marido e me deve
respeito assim como eu respeito seu nome.
Estevão- Já disse a você que
ela me beijou, eu não a correspondi, não entende isso? - gritou também,
causando susto em Maria - Se não quer acreditar que te amo e quero reparar meu
erro de anos atrás não posso fazer nada.
Maria - Estevão...
Estevão - Fique aqui
acreditando, em que não é verídico e desacreditando do meu amor - saiu do
quarto batendo a porta.
Estevão entrou em seu quarto
bravo por Maria não ter acreditado nele. Ela, mesmo com ciúmes, insistia em
dizer que não o amava. E ele já estava começando a acreditar nessa hipótese.
Havia cansado. Fazia de tudo um pouco para ter o carinho, o amor de sua Maria,
mas era em vão.
Maria estava sentada na
ponta de sua cama, pensando no que aconteceu no fim do dia.
~ Flash back on~
A empresa estava cheia de contratos a serem
assinados, reuniões a serem feitas, conclusões contratuais, enfim, a semana que
estava quase terminando havia sido cheia. Após ter revisado mais um contrato,
Maria teria que leva-lo a Estevão para que o mesmo pudesse lê-lo e assina-lo.
Lupita não estava na recepção para anuncia-la, então, sem perda de tempo, deu
uma leve batida na porta do escritório de seu marido e entrou. A cena que viu
não lhe agradou nem um pouco. Ana Rosa praticamente sobre Estevão, que estava
em pé encostado na mesa, o beijando.
Maria - Atrapalho? - disse
sarcástica
Estevão - Maria...
Ana Rosa - Na verdade sim.
Não sabe bater na porta?
Maria - Perdoe-me, mas bati
só que estavam tão entretidos que não perceberam.
Estevão - Não é nada do que
está pensando.
Ana Rosa - Ela não pensa meu
amor, ela vê.
Estevão - Já chega Ana Rosa,
vá embora.
Maria - Não. Insisto que
fique. Não quero a atrapalhar nem mais um segundo - deixou os papéis em cima da
mesa - Preciso para amanhã antes do meio dia. - olhando para Estevão - Agora os
deixo. - virou-se para deixar a sala.
Estevão - Maria - ela saiu
rapidamente e entrou na sala - Nunca mais pense em fazer isso. Como se atreve a
me beijar. Sou casado e amo minha esposa.
Ana Rosa - Esposa que não
lhe dá o que precisa.
Estevão - Esse é um assunto
que só corresponde a mim e a Maria. Já disse para ir embora e não volte a me
procurar. - Ana Rosa foi embora inconformada com Estevão. Ele decidiu conversar
com Maria em casa e com calma.
- Na sala de Maria -
“Não posso reclamar que Estevão
busque outra por que não lhe dou o que precisa, mas mesmo assim ele não tem o
direito de me humilhar na frente daquela... Por que eu ainda te amo Estevão? Por
que eu simplesmente não te odeio, por quê?”
Maria tentou se concentrar
no que fazia para poder finamente ir para casa. Quando acabou foi para o
elevador e ao espera-lo, veio Estevão para ir embora também. O silêncio dentro
do elevador era incomodo para os dois, mas Estevão queria esperar chegar em
casa. No estacionamento, Maria pegou seu celular para ligar para Arnaldo.
Maria - Fora de área. Onde
está Arnaldo? - disse a si mesma e voz alta.
Estevão - Deve ter saído com
as minhas tias. Hoje ele as levaria a um resort depois da cidade.
Maria - Vou chamar um táxi -
começando a discar os números
Estevão - Maria. Estamos
indo para o mesmo lugar. Para a nossa casa venha comigo.
Maria - Não quero que perca
um encontro com sua amante por minha causa. Posso ir de táxi. - ligando para
algum taxista - Alô, oi, poderia me buscar na empresa San...-interrompida
Estevão - Perdoe-me, mas
minha esposa não precisará de seus serviços, obrigado, tenha uma boa noite. -
encerrou a chamada.
Maria - Não podia ter feito
isso - brava -, me devolva o celular para eu poder ligar novamente. - estendeu
a mão
Estevão - Você vai comigo e
está resolvido. - disse sério - Não devolverei até que entre no carro e esteja
seguro que irá comigo.
Sem saída, Maria entra no
carro de Estevão e em silêncio seguem para a mansão.
Estevão - Maria... - Maria
permanece calada - Não vai falar comigo?
Maria - O que quer Estevão? Contar-me
como eu estava sendo enganada? Eu não quero ouvir. - seguiram até a casa e
silêncio.
~ Fim flash back ~
Maria - Como pode me enganar
outra vez. Eu estava me convencendo a dar uma nova chance a nós. - saiu de seus
pensamentos e foi tomar um banho quente.
Nem Maria nem Estevão
desceram para o jantar. Alegaram cansaço pelo dia de trabalho. Demoraram a
pegar no sono, mas o fizeram em seus devidos quartos.
~ Sexta feira café da manhã ~
Logo amanheceu e a mansão já
acordava. Estavam todos a mesa, menos Estevão e as tias que estavam no resort.
Estrela - Onde está o papai?
- disse sob o olhar atento de Maria
Heitor - Não deve ter
descido ainda.
Rebeca - O senhor saiu cedo
sem tomar café.
Ângelo - Não avisou aonde
ia?
Rebeca - Não senhor
Estrela - Sabe pra onde ele
foi Maria?
Maria levou o olhar para
Estrela - Não. Não sei. Deem-me licença, por favor - se levantando e saindo da
sala.
Ângelo - O que será que
aconteceu?
Heitor - Acho que eles brigaram...
de novo.
Estrela - Depois vou
descobrir o que houve irmãozinhos. Bom, vou para a faculdade. - terminando seu
café
Heitor - Vamos para a
empresa Ângelo?
Ângelo - Vamos sim. Tenha um
bom dia Rebeca.
Heitor e Estrela - Bom dia Rebeca.
Rebeca - Bom dia meninos.
Estrela foi para a faculdade
e Heitor e Ângelo quando estavam indo para a garagem viram Maria sair da casa.
Heitor - Senhora?
Maria virou-se - Sim Heitor.
Heitor - Estamos indo para a
empresa quer vir junto?
Maria - Claro. - os
seguindo.
Entraram no carro de Heitor.
Ângelo na frente junto ao motorista e Maria atrás. Seguiam a caminhos da
empresa.
Heitor - Maria?
Maria - Diga Heitor. - disse
com o pensamento longe
Heitor - A senhora brigou
com meu pai ontem à noite? Nenhum dos dois desceu para o jantar e hoje o papai
não tomou café com a gente.
Maria - Heitor... É
complicado.
Heitor - Mas o que
houve talvez possa ajudar.
Maria - É entre seu pai e
eu. Temos alguns problemas, algumas barreiras que nos impedem de sermos
felizes.
Ângelo - O que pode ser mais
forte que o amor que um sente pelo outro?
Maria - Pessoas Ângelo, há
pessoas que fazem com que seja mais forte. - Maria calou - se e permaneceram assim
até a chegada à empresa - Obrigada meninos. Peço que não comentem nada com Estevão.
Ângelo - Mas Maria vocês têm
que se entender.
Maria - Mas quem tem que
fazer isso somos nós. Obrigada pela preocupação, mas o tempo dirá o que deve
ser feito. - saiu triste do carro
Ângelo - O que acha
Heitor?
Heitor - Acho que devemos
falar com o papai.
Ângelo - Concordo, mas vamos
dar o tempo que ela disse que virá e se nada acontecer conversamos com nosso
pai.
Heitor - Isso irmão, mas
agora vamos trabalhar - deixaram o carro no estacionamento e entraram na
empresa.
~ Recepção - Empresas San
Roman ~
Maria - Bom dia Lupita.
Lupita - Bom dia senhora.
Maria - Meu marido já
chegou?
Lupita - Sim senhora. Chegou
antes de mim.
Maria - Obrigada Lupita - saiu
e foi para sua sala.
Quase meia hora que estava
na empresa, Maria ouve um toque na porta e pede para que a pessoa entre.
Estevão entra sério - Aqui
estão os papéis. - deixou sobre a mesa de Maria e ia saindo.
Maria - Estevão? - ele se
virou - Por que saiu sem tomar café da manhã hoje?
Estevão - Estava com
pressa, mas já tomei meu café, não se preocupe.
Maria - Suponho que com sua amante.
Estevão - Pense o que quiser. Tenha um bom dia - saiu, voltando para sua sala.
Logo veio a hora do almoço, os meninos foram para
casa almoçar junto com Estrela. Estevão e Maria almoçaram sozinhos, em
restaurantes diferentes. Um pensando no outro. Voltaram para a empresa, não se
viram, não trocaram palavras nem mesmo pelo telefone. Como haviam adiantado o
todo o trabalho da semana, a sexta feira foi calma, sem muitos afazeres. Maria
foi embora. Estava triste. Coisas e mais coisas martelavam em sua cabeça. Foi
para casa a encontrando silenciosa. Entrou para seu quarto, deitou na cama e
chorou. Dormiu por um tempo que nem ela mesma sabe. Acordou com um barulho
vindo do quarto de Estevão. Uma caixa haveria de ter caído, talvez. Levantou
tomando coragem para fazer o que seu coração mandava. Chegou até a porta de
acesso e a abriu. Estevão olhou para a porta e viu Maria.
Maria - Precisamos conversar.
Estevão - Não temos nada que conversar Maria - disse frio.
Maria - Pare de ser frio comigo Estevão.
Estevão - O que quer que eu faça Maria? Depois de você não acreditar em mim,
dizer que tenho uma amante e nem se sequer me deixou explicar.
Maria - E se fosse comigo Estevão? Agiria pior,
muito pior que eu.
Estevão - É só isso que tem pra me dizer?
Maria - Eu te amo.
Estevão a olhava fixo - Agora vem me dizer isso?
Maria - Estevão...
Estevão - Estevão o que Maria? - Estrela passava pelo corredor dos quartos e
ouviu seu pai e parou perto da porta escutando - Você não confia em mim e diz que
me ama?
Maria, com lágrimas nos
olhos - Eu venho aqui estou te pedindo perdão Estêvão, perdão, e você fala
assim comigo?
Estevão - Queria que te
abraçasse, dizer-te que amo, que a mulher da minha vida é você? Eu te amo
Maria, você sabe que é a mulher da minha vida, mas sabe, eu cansei. Cansei. Não
tenho certeza se quero continuar vivendo com você. - disse nos olhos de
Maria.
Maria - Estevão pelo amor de
Deus - seu choro era forte. - Agora, agora que eu me decido que estou disposta a
lutar por nós você me diz isso?
Estevão - Eu quero pensar
Maria, pensar - Estrela sabendo que seu pai sairia do quarto, correu para o seu
e o viu descendo rapidamente as escadas. Saiu do seu quarto e foi para o de seu
pai, achando nele, Maria sentada na cama, chorando descontroladamente.
Estrela - O que houve Maria?
Por que choras assim?
Maria não falava. Só
conseguia chorar. Estrela a deitou em seu colo e acariciava seus cabelos.
Estrela - Se acalme Maria,
se acalme - de tanto chorar Maria dormiu no colo de Estrela na cama de Estevão.
Quando a menina se deu conta, deixou - a dormindo e saiu do quarto. Estrela foi
até o quarto de Heitor e Ângelo e os chamou para uma "reunião de
irmãos".
Estrela - Meninos... Precisamos
ajudar nossa mãe.
Ângelo - Mas como estrela?
Hoje eu e Heitor conversamos com ela e disse para não nos metermos que é
assunto dela e do papai.
Estrela - Vamos dar um
jeito.
Heitor - Precisamos primeiro
descobrir o que aconteceu porque antes eles não estavam bem, mas não estavam
como estão agora.
Estrela - Me parece que
papai fez algo e mamãe não quer confiar ou não confia mais nele. Ouvi a
conversa há pouco.
Heitor - Quando descobrimos
que Maria era nossa mãe era para eles se acertarem para podermos contar,
mas ultimamente só brigam. Mamãe deve estar destroçada. Onde estão os dois?
Estrela - Nosso pai saiu.
Não sei para onde, se volta hoje... Mamãe está dormindo na cama dele depois que
chorou muito. Ela pediu a ele perdão, disse que lutaria por eles, mas papai
parece estar magoado. Disse...
Ângelo - O que ele disse?
Estrela - Disse que não sabe
se quer continuar vivendo com ela.
Heitor - Eles não podem se
separar. Nós não vamos deixar. Temos que pensar em algo.
Passou - se algumas horas.
Os meninos jantaram sem a companhia de Maria que continuava dormindo e Estevão
que até agora não havia voltado.
Ângelo - E o papai? Onde
será que está?
Heitor - Espero que ele saiba
o que está fazendo por ai.
Estevão - Sei muito bem o que
faço Heitor, eu sou o pai aqui e não você.
Estrela - Pai? Onde estava?
Estevão- Estava andando um
pouco ou será que não posso?
Estrela - Claro que pode,
mas a...
Estevão - Não quero falar de
Maria - subiu as escadas para seu quarto.
Estrela - A mamãe está no
quarto dele.
Heitor - Vamos deixa-los
entenderem por si só Estrela. Caso aconteça algo nós subimos e intervimos. - Os
irmãos concordaram.
Estêvão subiu e parou na
porta de seu quarto. Abriu a porta e se deparou com Maria deitada em sua cama.
Seu rosto estava inchado do choro, os cabelos espalhados pela cama. Foi andando
até a cama e sentou - se a observando. Maria abriu os olhos pelo susto ao
sentir a cama se mexendo. Quando viu Estêvão sentou - se na cama fazendo que Estevão
se levantasse.
Maria - Estevão...
Estevão - O que está fazendo
aqui Maria?
Maria - Estevão você ouviu o
que eu te disse. Só você me faz e vai me fazer feliz. Se quiser eu posso
repetir tudo. Eu te amo Estevão, te amo. Eu não deveria ter falado com você
daquela maneira, mas os meus ciúmes Estevão, eles não me deixam ver que você
não tem nada com a Ana Rosa e nem com mulher alguma.
Estevão - Maria me deixa
pensar.
Maria - Não há nada mais que
precisa ser pensado meu amor. Eu juro que vou fazer com que nosso casamento
seja o que foi há anos atrás. - ajoelhou - se na cama ficando próxima a ele.
Estevão- Não é fácil assim. Você
não confia em mim Maria. Qualquer contratempo nós estamos brigando, você
me atingindo com as suas insinuações de que tenho uma amante.
Maria - Não, não meu amor - chorava
- vamos esquecer isso vamos? - pegou o rosto de Estevão com as mãos - Me ama
amor meu, me ama - o beijou. Estevão demorou a corresponder ao beijo, mas não
aguentou sentir os lábios da sua amada sobre os seus e não move-los. Apertou o
corpo de Maria junto ao seu e delirou ao ouvi - lá gemer.
Maria - Me perdoa, me perdoa.
Estevão - Não fala nada. Não
fala nada, por favor.
Maria - Me beija Estevão. Faz-me
sua e de ninguém mais.
Estêvão a beijou com ímpeto,
puxando os lábios de Maria, sugando - os com força e desejo.
Maria - Não me deixe, não me
deixe.
“Não me deixe
É preciso esquecer
Tudo pode ser esquecido
Que já tenha passado
Esquecer os tempos dos
mal-entendidos
E o tempo perdido tentando saber
como
Esquecer as horas que às vezes
mataram
A golpes de porque a última felicidade...”
Estevão colocou um dedo
sobre os lábios de Maria, calando-a - Não vou te deixar.
Ele a beijou. Colou-lhe os
lábios e não os distanciaram pelos próximos dez segundos. Beijavam de um modo
diferente. Com medo. Medo do que viria depois daquela noite.
“...Não me deixe, não me
deixe,
Não me deixe, não me
deixe...”
Estevão separando-se um
pouco de sua esposa, baixou o robe de seda azul que ela usava, deparando-se com
uma camisola longa da mesma cor, com tiras finas e um delicado decote. Os dois,
ajoelhados na cama, se olhavam. Memorizavam seus rostos na esperança de
eternizar aquele momento. Maria foi deitando-se e trazendo Estevão consigo.
“...Te
oferecerei pérolas de chuva
Vindas de
países onde nunca chove
Escavarei
a terra
Escaparei da morte
Para cobrir teu corpo
de ouro, de luzes
Criarei
um país onde o amor será rei
Onde o
amor será lei e você a rainha...”
Estevão - Eu te amo -
sussurrou ao ouvido dela.
Maria - Te amo. - suspirando
com os beijos que passaram rapidamente do pescoço ao colo.
“...Não me deixe, não me
deixe,
Não
me deixe, não me deixe...”
Estevão puxou parte da
camisola para cima para tira-la por completo. Maria imediatamente levantou os
braços para ajuda-lo. Ouvia-se respirações pesadas, gemidos pouco reprimidos.
Corpos suados, mãos tateantes, bocas vermelhas... Há poucos minutos os dois já
estavam nus. Estevão beijava e mordia os seios de Maria que se contorcia pelo
prazer.
Maria - Estevãão - disse com
dificuldade.
Estevão - Hum...
Maria - Agora Estevão,
agora...
“Não me deixe
Te inventarei palavras
absurdas
Que você compreenderá
Te falarei daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados
Te contarei
A história daquele rei
Morto por não ter podido te
reencontrar
Não me deixe, não me
deixe,
Não me deixe, não me
deixe...”
Estevão
parou o que estava fazendo e olhou nos olhos de Maria. Logo a invadiu e se
moveu. Ao longo dos movimentos conseguia ouvi-la pedindo para ir mais rápido e
mais fundo. Ele a obedeceu. A viu em busca de ar que o prazer lhe tirou. Saía e
entrava cada vez mais rápido de dentro de Maria.
“...Quantas vezes não se reacendeu
o fogo
Do antigo vulcão que julgávamos
velho?
Até há quem fale de terras
queimadas
A produzir mais trigo que o
melhor abril
E quando vem chegando a noite
Com um céu flamejante
Vê como o vermelho e o negro não
se casam
Para que o céu se inflame
Não me deixe, não me
deixe,
Não me deixe, não me
deixe...”
Ela se virou e apoiou-se em
seu peito. Fez movimentos rápidos, precisos, estimulantes. Beijou Estevão com
força sem deixar de se mover. Após minutos nessa posição, Estevão a deixou por
baixo novamente e a penetrou profundamente. Não demoraram a chegar ao topo do
prazer. Ainda ofegantes, Estevão puxou Maria para seu peito e beijou sua
cabeça.
“...Não me deixe
Não vou mais chorar
Não vou mais falar
Me esconderei aqui para te
contemplar
A dançar e sorrir
Para te ouvir, cantar e rir
Deixe que eu me torne a sombra da
tua sombra
A sombra da tua mão
A sombra do teu cão
Não me deixe, não me
deixe,
Não me deixe, não me
deixe...”
~ Sala Principal ~
Estrela - Já tem um bom
tempo que o papai subiu e não ouvimos nenhum grito...
Ângelo - Acho que se
acertaram - sorriu malicioso.
Heitor - Será? - sorriu de
canto.
Estrela - Tomara que sim
irmãozinhos. Não aguentava mais ver a mamãe sofrendo.
Heitor - Agora poderemos
contar a ela que sabemos a verdade. - afirmou.
Estrela - Vamos deixar para
amanhã. Hoje eles nem devem descer mais.
Ângelo - Só nos resta
esperar. Vamos dormir porque amanhã o dia será longo.
Os irmãos San Roman subiram
para seus quartos e foram dormir.
A noite passou tranquila.
Logo amanheceu e Maria foi a primeira a acordar. Olhou para um pequeno relógio
ao lado da cama e viu que já se passava das 09horas00min da manhã. Virou-se
novamente e deu leves beijos no rosto de Estevão.
Maria - Acorda meu amor -
continuou distribuindo seus beijos.
Estevão - Humm - resmungou.
Maria passou sua mão no
rosto do marido, descendo-a até a parte mais baixa do abdômen de Estevão. Subiu
sua mão lentamente, roçando seus dedos na pele de Estevão, o arrepiando.
Estevão - Maria... -
sussurrou quase em forma de gemido.
Maria - Acorda minha vida.
Estevão abriu os olhos e a viu.
“Tão linda, tão minha”, pensou. Aproximou-se dela e a beijou devagar. Sentindo
os lábios, a língua, os dentes... Sentindo sua entrega.
Estevão - Bom dia vida
minha.
Maria - Bom dia. - se
aferrou no abraço. - Vamos descer?
Estevão - Por quê? Não gosta
da minha companhia?
Maria - Não só gosto como
sabe. Eu amo a sua companhia. - o olhou nos olhos - Eu amo você.
Estevão - Eu que te amo.
Você me faz mais feliz a cada dia. - a beijou.
Maria - Vou tomar banho -
disse se levantando.
Estevão - Não me convida? -
observando o corpo nu da esposa sair da cama.
Maria - Você não precisa de
convite. - piscou um olho.
Tomaram o banho juntos. Nada
demorado. Vestiram-se e desceram. Não havia ninguém na mesa do café da manhã.
Estranharam, mas sentaram-se um ao lado do outro.
Maria - Onde estão os
meninos?
Estevão - Devem ter saído. -
mal terminou de falar e Estrela apareceu. - Onde estava, meu amor?
Estrela - Com meus irmãos.
Podem vir até a sala comigo?
Maria - Para quê? -
arqueando a sobrancelha.
Estrela - Só venham, por
favor. - sai e os pais a seguiu.
~ Sala ~
Estevão - Já estamos aqui. O
que querem? - abraçado a Maria.
Heitor olhou para os irmãos
- Maria... - deu uma pausa - Ma... mamãe.
Os olhos de Maria se
encheram de lágrimas ao ouvir aquela palavra que para muitos não significa
muito - Heitor... - soltando as lágrimas.
Estrela - Nós já sabemos de
tudo mamãe - sorriu entre lágrimas - Já sabemos há algum tempo.
Maria - Filhos, meus filhos
- disse sendo abraçada pelos três. - Meus amores...
Ângelo - Mãe, mãe, mãe,
mãe... - repetia quantas vezes era possível.
Maria - Sim, meu filho, é a
mamãe, a sua mãe.
Estevão juntou-se ao abraço,
fazendo com que depois de vinte longos anos, a família estivesse reunida
novamente.
Após aquele momento,
passaram todo aquele dia matando as saudades que pareciam não acabar. Jantaram
juntos e dormiram todos no quarto do casal.
Logo pela manhã, Maria
estava dormindo com Estevão, que a abraça por trás, em um mínimo cantinho da
cama. Ela se mexeu bruscamente, virando-se, fazendo com que os dois caíssem da
cama.
Estevão - O que houve? Maria
você está bem? - perguntou assustado, à mulher que estava sobre o seu corpo.
Maria - Estevão... - rindo
baixo para não acordar os filhos que ainda dormiam. Estevão deu uma de suas
risadas e foi calado - Shii!! Os meninos vão acordar - tentando segurar o riso.
Estevão - Você fica tão
linda assim...
Maria - Assim como?
Estevão - Assim... - tirou o
cabelo que caía e coloca atrás da orelha - sorrindo, feliz...
Maria abaixou sua cabeça e
beijou os lábios de seu marido com desejo, mas ao mesmo tempo doçura, carinho.
Estevão colocou sua mão nas costas de Maria, colocando-a mais próxima de si.
Maria puxava os lábios de Estevão fortemente, sugava-os e não queria soltá-los.
Pararam rapidamente para dizerem um “Eu te amo” juntos e continuaram o beijo
por longos minutos. Nem sequer reparam, nas que pra sempre seriam seus
“meninos”, os olhando fixamente, os admirando. Sorrindo entre si. Olhavam para
os pais fascinados com o amor que ainda existia e ainda iria existir para
sempre.
“Se
tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...”
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...”
Mario Quintana,
Bilhete.
FIM!
Escrito por: Júlia Paixão

1 comentários:
Que lindo! Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
Postar um comentário